O início da era TRS Color no Brasil

Pessoal,

Acredito que este texto não traga novidade para ninguém já que é notícia velha, pois desde o ano passado estou devendo este artigo falando sobre o micro que deu origem a linha TRS Color no Brasil.

A história:

Pois bem, em meados de março de 2015 recebi uma mensagem do Sr. Davi Menda (Sócio-fundador da Codimex) informando que por motivos pessoais estaria se desfazendo do protótipo original do Codimex CD-6809 e que ele havia guardado desde a época do fechamento da empresa. Bem, eu mesmo já possuia um Codimex CD-6809 (mostrado neste artigo aqui), porém este não seria um Codimex qualquer mas sim o protótipo original do micro que deu origem a linha TRS Color no Brasil, o primeiro fabricado em nosso solo. Isso para mim, colecionador da linha TRS Color, seria uma peça histórica valiosíssima além de representar a “cereja do bolo” na minha coleção. Bom, como o Sr. Davi residia em Porto Alegre, solicitei ajuda do meu amigo Prof. Luis Fernando Fortes Garcia para pegar em mãos tão valioso item.

Prof. Luis Garcia recebendo o micro das mãos do Sr. Davi Menda
O protótipo do Codimex no estado em que chegou na minha casa.

Além do computador em si, o Sr. Davi também fez o favor de enviar TODO o material que ele possuia da época em que a Codimex ainda era ativa no mercado. Isso incluia recortes de jornal com propagandas da época, o projeto original do CD-6809 conforme foi apresentado a SEI durante sua homologação, boletins informativos da Codimex, folhetos promocionais, etc.

Nota de lançamento do micro no jornal Zero Hora em 1 de maio de 1983.
Anúncios de jornais da época.
Todos os Boletins informativos feitos pela Codimex na época.
Projeto encadernado que foi entregue para apreciação da Secretaria Especial de Informática (SEI).

Obs.: Todos os documentos enviados pelo Sr. Davi foram digitalizados por mim e estão disponíveis para download na seção “links úteis” no final deste artigo.

O estado:

Como já avisado previamente pelo Sr. Davi, o micro estava em um estado de conservação não muito bom devido a exposição a humidade onde o mesmo havia sido guardado nos últimos 30 anos.

Placa com bastante oxidação e vários componentes literalmente “podres”..
Todos os parafusos estavam muito oxidados e precisavam ser substituídos.
Diferentemente dos modelos de produção, o protótipo veio com uma placa para geração de video composto.
Um 74LS74 literalmente podre de ferrugem.
Teclado Digiponto já devidamente desmontado para o banho. 🙂

 

Reparo e restauração:

Tudo começa com o já tradicional banho no tanque de casa e com direito a muito sabão de coco. 😀

Aqui tudo já devidamente lavado.
Começando a restauração e olha o estado encaroçado do capacitor original.
Placa do protótipo e sem nenhuma marca de revisão, indicando que é a primeira mesmo.
Após a lavagem dá para ver o estado real de alguns componentes. Esse é o soquete do 74LS74 mostrado anteriormente.
Aqui o LS74 já substituído por um CI e soquete novos.
Aqui o VDG 6847 comido pela oxidação.
Soquete do 6847 também destruído por ferrugem.
Soquete já devidamente substituído por um novo.
As EPROMs originais estavam literamente se desfazendo. Tive que limar a lateral do CI com a Dremel para poder soldar esse pino aí. Pelo menos consegui com sucesso extrair a ROM original do micro. 🙂
Todos os capacitores da fonte trocados.
Remontada a placa AV e colocado novos cabos de audio e video pois os antigos estavam se desfazendo.
Trocada a chave liga/desl e a chave de seleção de tensão (110/220), pois ambas não funcionavam mais devido a oxidação.
A chave liga/desl original era um botão de pressão com dois estágios, porém não achei pra comprar em lugar nenhum do universo. Acabei colocando essa chave padrão.
Trocado também o botão de RESET e a chave de video reverso.
As EPROMs foram ambas trocadas, incluido seus soquetes.
As duas PIAs (6821) estavam com problemas e também tiveram que ser trocadas.
Um dos CIs de memória estava problemático e também troquei.
Trocado também os conectores DIN dos Joysticks que estavam cheios de oxidação.
Placa toda pronta e recuperada.
RISE FROM YOUR GRAVE!!!
Aqui já todo remontado e funcional.
Todos os componentes que foram substituídos no micro.

 

Conclusão:

Foi um grande prazer pessoal recuperar este item histórico da informática nacional e agradeço muitíssimo ao Sr. Davi por essa oportunidade.

O protótipo já foi devidamente apresentado ao grande público no último evento do Clube Color Rio que foi realizado no dia 11 de abril de 2015. Seguem algumas fotos do evento.

O protótipo (canto superior esquerdo) dividindo a mesa com outros ícones da linha TRS Color nacional.
Aqui o pessoal se acabando no Galagon jogando no protótipo. 😀

 

Links úteis:

Segue abaixo o meu álbum com todas as fotos do protótipo assim como todo o material que foi digitalizado. Um agradecimento especial ao amigo Leonardo Roman do site Datassete.org por manter e disponibilizar um espaço próprio para compartilhamento desse rico material!

UPDATE: Thanks to Paulo Garcia from our Facebook group, we had this article translated to English. It’s available on the link bellow.

The dawn of the CoCo clones in Brazil

Espero que tenham gostado do artigo e até a próxima.

Abs
Daniel

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Capacitores vazando, um dos piores inimigos do Amiga!

Quem tem um Commodore Amiga ou conhece quem tenha, muito provavelmente já ouviu a famosa pergunta: “Já trocou os capacitores?” E posso te garantir, por experiência própria, que isso é muito mais importante do que muitos imaginam ou acreditam!

Eu não vou entrar no mérito e nem tentar explicar (até por que essa não é a minha praia) o que é ou como funciona um capacitor eletrolítico, esse não é o objetivo, mas deixarei alguns links sobre o assunto no final do artigo.

Embora o capacitor eletrolítico seja um componente que mereça atenção em qualquer equipamento mais antigo, o problema de vazamento acontece nos modelos de Amiga que utilizam capacitores SMD, ou seja, o A600, A1200, A4000 (incluindo o torre) e o CD32. Isso não quer dizer que os capacitores dos outros modelos não precisem ser checados e até substituídos, mas o índice de problemas é bem menor e nem se compara com o estrago causado pelo vazamento do ácido do capacitor SMD.

Nos A2000, A3000 e no A4000 existe o problema de vazamento do ácido da bateria, que é tão ruim quanto o vazamento dos capacitores, com efeitos colaterais parecidos e precisam de atenção. Se você ainda tem a bateria original em um desses modelos, retire-a ontem! Infelizmente, se a bateria ainda for a original, a chance dela já ter vazado é bem grande…

Eu pensei em escrever esse artigo durante uma limpeza e organização de arquivos. Encontrei algumas fotos de uma placa de A600 que eu recuperei depois de alguns capacitores vazados.

Esse caso me fez lembrar o motivo pelo qual eu parei de fazer essas coisas… Foi bem trabalhoso! E um pequeno detalhe. O micro funcionava antes da substituição dos capacitores, depois de tudo limpo, isolado e montado ele não ligava mais… ou melhor, ligava mas não dava imagem. Provavelmente ele pararia de funcionar dentro de algum tempo, mas nada pior que o micro chegar funcionando e depois do reparo que deveria deixá-lo em ordem, ele ficar pior! :-/

Eu já havia refeito algumas trilhas e “by-passado” algumas ilhas, mas havia mais uma trilha perdida. Com essa trilha refeita o micro ligou e passou a funcionar normalmente, exceto pelo som. Um dos canais tocava muito baixo.

Depois de bolar uma espécie de estetoscópio (forcei hein!?) e literalmente procurar pelo som, encontrei o motivo. Era mais uma vítima do ácido… o CI amplificador de som também tinha ido pro espaço…

No final, placa salva e mais um Amiga de volta a ativa. Nem sempre a coisa funciona assim, já peguei placas em estado lastimável e que não valia sequer o esforço pra tentar recuperá-la, tamanho o estrago feito pelo vazamento do ácido.

Vamos às imagens, mas não se esqueça: Com ácido de capacitor SMD não se brinca! 😉 Trate de trocar os capacitores ou leve para um técnico de confiança fazê-lo (alou Trucco!)

IMG_3494 (640x480)

Oba! Legal! Parece que os capacitores estão perfeitos!

Tem um ali com uma corzinha esquisita... mas parece que tá legal!

Tem um ali com uma corzinha esquisita, mas parece Ok!

Ops! :-O

Ops! :-O

Eita!!!!

Eita!!!! Uma poça!!!!

IMG_3444 (640x480)

Ah… mas aqui tá tudo bem… espero!

Putz!

Putz! Plaquinha, fala comigo! 🙁

IMG_3453 (640x480)

Lá se foram ilhas e trilhas… :-/

IMG_3454 (640x480)

Limpa tudo, retira o ácido raspando a trilha e depois cobre com verniz!

Aparentemente tudo bem...

Aparentemente tudo bem…

Ah não...

Ah não…

Santa paciência Batman!

Santa paciência Batman!

Já trocou o capacitor do seu Amiga? O que você está esperando?

Links:

https://www.google.com.br/search?q=capacitores+eletroliticos+smd&rlz=1C1GIWA_enBR640BR640&espv=2&biw=1680&bih=925&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwjHuqu719LKAhXIGZAKHY8VDyYQsAQIPQ

http://www.hardware.com.br/termos/capacitor-eletrolitico

http://www.victortrucco.com/Commodore/CapacitoresAmiga/CapacitoresAmiga

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Let´s Play: clickBOOM

clickBOOM?! Como assim?! Que jogo é esse?!

clickBOOM, como ela mesma se descreve, é uma empresa global de design e foi responsável por portar jogos como Quake e Myst para o Commodore AMIGA nos anos 90. Foi ela também a responsável por jogos como Napalm, T-Zer0, Capital Punishment entre outros.

Então nesse “episódio” de Let´s Play, selecionamos alguns jogos da clickBOOM para apresentar e como uma imagem vale mais do que mil palavras, hora de curtir alguns vídeos selecionados do YouTube!

Começando com o T-Zer0: Shot’n’up com bons gráficos e música tocada direto do CD.

 

Napalm é um jogo de estratégia no “estilo” Age of Empires.

 

Myst, famoso “adventure” de PC,  portado para o Amiga.

 

Nightlong é um adventure com atmosfera futurística.

 

E aí?! Let´s Play?!

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Codimex CD-6809: A tríade agora está completa!

Pessoal,

Finalmente tenho o prazer de comunicar que agora completei a minha coleção de Color Computers nacionais com a recente aquisição do último que faltava, o Codimex CD-6809. Assim, a tríade dos raros clones nacionais de TRS Color está completa. 😀

A história…

O CD-6809 foi o primeiro dos clones de TRS Color fabricados aqui no Brasil, mais especificamente em Porto Alegre-RS. Ele é baseado no esquema original do TRS-80 Color Computer da Tandy. Para quem quiser maiores informações sobre a história desse micro e da própria empresa Codimex, deixo aqui o link para a excelente entrevista que eu fiz para a revista Jogos80 com o Sr. Davi Menda, sócio-fundador e idealizador da Codimex.

A história da compra desse micro foi um tanto quanto inusitada. Um belo dia, por volta de 1:30 da madrugada, estou devidamente acomodado e dormindo o sono dos justos quando meu celular começa a tocar desesperadamente. No quarto toque, eu já p*** da vida com o desalmado que estaria me ligando a tal hora, pego no celular e vejo que é o meu amigo coconauta Juan Castro. Nesse momento, já atendo o telefone preparado para dar uma voadora via embratel no indivíduo, porém ele não me dá nem tempo de falar e GRITA: TEM UM CODIMEX NO ML!!!
O meu cérebro assimilou isso de forma atordoante e eu saí correndo para ligar o computador e comprar. Deixo aqui meus agradecimentos ao meu amigo Juan por me avisar de tão precioso micro.

Por coincidência, esse Codimex chegou lá em casa no mesmo dia da chegada de outro Codimex, do amigo Luis Fernando Garcia, que enviou o seu micro para reparo.

Mãos a obra…

Aproveitando que eu tinha dois Codimex em mãos e visto que pouca ou nenhuma informação se tem sobre o mesmo, resolvi fazer este artigo cobrindo a reparação de ambos os micros.

Começamos então pelo micro do meu amigo de PoA, o Luis Garcia, no qual estava com vários reed switches do teclado devidamente mortos e o RF também só apresentava imagem em preto e branco e sem som.

 

Visto a situação do micro, vamos aos reparos e melhorias. 🙂

 

Terminada a reforma do Codimex do Luis, vamos agora ao meu Codimex. 🙂

 

 

Bom, visto a situação vamos as melhorias. 🙂

Primeiramente, tive que deixar o micro usável realizando o mod abaixo para deixá-lo com 64Kb de RAM. Com 32Kb tem muita coisa que não roda, incluindo os OS-9 e alguns jogos como DragonFire, The Sailor (Popeye), Outhouse e outros.

Seguem os passos para expandir dos originais 32Kb para 64Kb (somente para modelos com placa revisão 1.3):

1) Primeiramente, se o micro ainda estiver utilizando memórias 4116, como no meu caso, deveremos primeiro colocar os jumpers nas posições corretas para instalar as memórias 4164. Jumper CN13 deverá estar fechado no pino a direita. Jumper CN14 deverá fechar o pino inferior. CN15 deverá estar fechado no pino superior. Com esses passos vc garante que o micro poderá usar as 4164 no lugar das 4116.

2) Agora, coloque o jumper CN16, existente entre as duas PIAs, fechado na parte superior. Ao lado direito da SAM (6883) existe o ponto R55, neste deverá ser colocado um resistor de 33R ou simplesmente fechado com um jump. Isso habilitará a seleção dos 32Kb no Codimex usando as 4164.

Agora vamos ao processo para habilitar os 64Kb:

3) Primeiramente, erga os pinos 4, 5 e 6 do CI U8 (74LS02), depois erga o pino 5 do CI U22 (74Ls138). Os CIs nesse micro são todos soquetados, logo levantar esses pinos não deve ser problema.

4) Agora, solde o pino 4 do U8 com o pino 5 do U22. Depois solde o pino 6 de U8 com o pino 8 do mesmo integrado. Na sequência, solde um fio do pino 5 do U8 até o ponto de teste P9 que fica a direita do processador 6809. Este ponto de teste liga diretamente ao pino 32 da CPU. Para melhor conferência, vai o esquema abaixo.

Por falar em porta serial a Codimex resolveu adotar um plugue DIN5 para a porta serial de seu micro, diferentemente do que foi feito pela LZ no Color 64 e pela Prológica no CP-400 e que utilizavam o plugue DIN4 no mesmo padrão usado pela Tandy nos CoCos. Abaixo segue a pinagem da serial do Codimex.

 

Conclusão…

Após essa “esmiuçada” em ambos os Codimex, posso afirmar que claramente se trata de um produto profissional para época. Placa de excelente qualidade, gabinete de fibra robusto capaz de aguentar qualquer tipo de punição e completando, o teclado Digiponto que é referência e foi também utilizado em outro Color já visto aqui, o LZ Color 64.

O único ponto “negativo”, se é que pode ser chamado assim, é ser expansível somente até 32Kb.  Tendo em vista que os CoCo2 só começaram a sair em meados de 83 e sendo o projeto do Codimex de meados de 82, explica-se assim eles terem pego o esquema do CoCo1 rev. “E” para clonar. Contudo, não sei dizer se a Codimex chegou a fabricar outra revisão de placa onde seria possível expandir até 64Kb.

No mais, trata-se de um clone do CoCo1 que traz todo o funcionamento do original da Tandy, porém num tratamento bem mais profissional.

 

EDIT:  Ficou faltando as ROMs que eu já havia extraído de ambos os micros, e sim, elas são diferentes (mesmo que só no label). O Color BASIC do Codimex é Color BASIC 1.1 da Tandy, e o Extended BASIC é a versão 1.0 da Tandy.

Codimex ROMs

Para quem ainda tem curiosidade, aqui seguem todas as fotos do meu álbum do Google.

Espero que tenham gostado do artigo e até a próxima!

Abs,
Daniel

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MiniIDE: Tudo que você precisa saber para usar!

Após o primeiro artigo introdutório sobre a MiniIDE, vamos agora mostrar como configurar, instalar e usar a nova interface para o Color.

MiniIDE

 

1) LED e Jumpers

A nova interface possui apenas um led indicador e que serve tanto para indicar que a interface está ligada e funcional (led aceso) como também para mostrar atividade de leitura ou gravação (led piscando).

LED

A MiniIDE possui também 4 jumpers na placa para configurações específicas. O primeiro é o jumper para seleção dos endereços de hardware $FF70 ou $FF50. Na primeira revisão da Glenside IDE (mostrada no artigo anterior) usava-se apenas o endereço $FF70, porém foi descoberto que este endereço conflitava com o endereço da interface Multipak da Tandy, logo foi criada uma nova revisão da placa com um jumper para setar também para o endereço $FF50 de forma a não conflitar com a MPI. Na MiniIDE, este jumper virá configurado por padrão para o endereço $FF50 pois a ROM utilizada na interface já vem configurada para este endereço.

Jumper para seleção de endereço.

Jumper para seleção de endereço.

Em uma das extremidades da placa existe um conjunto de 3 jumpers (imagem abaixo). JP1 serve para selecionar a função CART, ou seja, caso este jumper esteja fechado a IDE poderá ser usada como um simples cartucho de programa (desde que substituída a EPROM original). A EPROM usada na MiniIDE é uma 27C256 e que permite até 32Kb de dados. A ROM padrão do HDB-DOS é de apenas 8Kb, ou seja, ficaram sobrando 24Kb. Para não desperdiçar este espaço resolvemos colocar além do HDB-DOS LBA próprio da IDE, colocar também as versões de ROM do HDB-DOS para uso com o Drivewire (programa para PC de emulação de drives para Color e que é utilizado através de ligação pela porta serial), assim quem ainda não tiver disponível um drive IDE, adaptador IDE-CF, etc. sempre poderá utilizar a MiniIDE como um simples cartucho de conexão para o Drivewire. Segue aqui o link para o site oficial do Drivewire 4.

Em resumo, JP2 fechado seleciona para carregamento inicial a ROM do DW específica para utilização com um CoCo1 (ou CP-400, Color 64), JP3 fechado seleciona a ROM para CoCo2 (ou MX-1600), no caso de ambos JP2 como JP3 estarem fechados, a ROM para CoCo3 é selecionada.

JP1 fechado - Seleção CART JP2 fechado - ROM DW para CoCo1 JP3 fechado - ROM DW para CoCo2 JP2 e JP3 fechados - ROM DW para CoCo3

JP1 fechado – Seleção CART
JP2 fechado – ROM DW para CoCo1
JP3 fechado – ROM DW para CoCo2
JP2 e JP3 fechados – ROM DW para CoCo3

 

2) Preparação do CF/SD

 Como falei no último artigo, já existe uma imagem para uso em CF/SD pronta, e com tudo o que há de melhor para a plataforma. Sendo assim, vou exemplificar agora os passos para gravar essa imagem em um cartão CF ou SD. O pacote contendo a imagem propriamente dita e um arquivo de texto descrevendo o conteúdo da mesma, pode ser baixado aqui.

Primeiramente será necessário arrumar um CF ou SD de 512Mb ou maior. Em seguida, deve-se conectá-lo a um PC utilizando um adaptador USB para cartões desses que existem por aí a venda em qualquer esquina. No caso de SD, a maioria dos laptops mais novos já possuem leitor para eles.

Na sequência deverá ser baixado o utilitário Win32 Disk Imager, pois com ele será possível escrever a imagem para o CF/SD utilizando um PC com Windows.

Instale então o programa no seu PC e siga os passos a seguir:

Win32_1

1 – Verifique se a letra indicada corresponde ao CF ou SD montado no seu sistema.
2 – Selecione o arquivo com a imagem.
3 – Clique em “Write” para começar a escrever a imagem no cartão.

Win32_2

Clique em “Yes” para confirmar a gravação da imagem no cartão.

Win32_3

Aguarde alguns minutos para que a imagem seja totalmente gravada no SD ou CF escolhido.

 

3) Montagem do CF/SD na MiniIDE

 Para a montagem do CF ou SD eu recomendo o uso dos adaptadores abaixo, pois esses foram testados e posso assegurar que funcionam perfeito. Não quero dizer com isso que outros modelos de adaptador não funcionem, mas que somente não foram testados.

Adaptadores CF e SD recomendados.

No caso do adaptador SD em específico, existe um aviso importante e que todos que forem utilizá-lo deverão seguir para não terem problemas. Como visto na foto abaixo, a parte metálica do adaptador SD fica praticamente encostado nos contatos de alguns CIs na placa da MiniIDE.

Adaptador SD praticamente encosta na MiniIDE.

Visto isso, recomendo fortemente a quem for utilizar um adaptador SD similar, que proteja a parte metálica do adaptador com algum material isolante. Eu aqui utilizei fita isolante comum para evitar qualquer contato com a MiniIDE.

Fita isolante protegendo a parte metálica do adaptador SD.

No caso do adaptador CF recomendado, não existe tal problema pois ele fica bem distante da placa MiniIDE e nesse caso nenhuma ação é necessária.

Após essas medidas de segurança, basta colocar o CF/SD previamente criados no passo 2 e usar.

4) Usando a MiniIDE

Agora vou explicar brevemente o uso básico da MiniIDE com a imagem disponibilizada e que é criação do amigo Felipe Antoniosi (Retro Canada).

Após o boot, aparecerá a seguinte tela mostrando as opções de inicialização e o contador regressivo que iniciará um dos NitrOS-9 disponíveis (de acordo com a máquina em que está sendo carregado) caso nada seja escolhido.

Menu de boot da MiniIDE

Breve descrição das opções de inicialização:

1- Carrega a versão original do OS-9 Level 1 para o Color Computer que foi criado pelo Microware e distribuído pela Tandy.
2- Carrega a versão do Nitros-9 para o Color Computer 2 (Esse é o carregamento padrão para o CP-400 caso nenhuma opção seja escolhida).
3- Versão especial do Nitros-9 L1 feita para rodar exclusivamente nos CoCo2B, que possuem suporte a letras minúsculas.
4- Carrega a versão do Nitros-9 Level 2 para o CoCo3.
5- Versão do Nitros-9 L2 especificamente feita para rodar nos CoCo3 usando o processador Hitachi 6309.
6- Carrega o Nitros-9 L1 com suporte para a utilização da placa Wordpak, feita pelo Felipe Antoniosi.
H- Esta opção apenas carrega o HDB-DOS simples (BASIC).
R- Acerta a paleta de cores do CoCo3 para a saída RGB.
C- Acerta a paleta de cores do CoCo3 para a saída em video composto.
S- Carrega o loader Sidekick usado para carregar os programas/jogos nas partições de disco.
W- Carrega o programa Wired, usado para transferir imagens de disco (DSKs) entre a MiniIDE e o Drivewire.
D- Usado para carregar o Drivewire na SuperIDE da Cloud-9 (não utilizado na MiniIDE)
T- Essa opção ativa ou desativa o modo Turbo (2Mhz) no CoCo3.

Não vou me aprofundar aqui na utilização do OS-9/Nitros-9. Quem estiver interessado em explorar esse excelente S.O., sugiro a leitura da documentação sobre o mesmo aqui.

4.1 – Sidekick

Fundamentalmente a imagem preparada tem seu conteúdo  dividido entre partições OS-9/Nitros-9 e partições HDB-DOS. Essas partições HDB-DOS tem o mesmo tamanho dos disquetes originais utilizados no Color, e o HDB-DOS em si pode trabalhar com até 254 partições. Dito isto, a forma simples no HDB-DOS para se navegar entre as partições é digitar DRIVE #, onde # seria o número específico da partição a ser acessada. Pensando numa forma mais fácil de se navegar e executar programas entre as várias partições, o Felipe Antoniosi bolou um programinha, o Sidekick.

Sidekick

Esse programa permite, de forma simples, buscar programas pelo nome (teclando F) ou simplesmente digitando diretamente o número do drive desejado (Uma lista completa dos programas contidos nas partições HDB-DOS pode ser encontrado no arquivo TXT que acompanha o pacote da imagem).

Na janela da esquerda estão os drives (partições) e na janela da direita o conteúdo do drive selecionado no momento.

Para realizar uma busca por algum arquivo específico, basta teclar F e em seguida digitar o nome do arquivo desejado.

Após localizar o arquivo desejado, basta pressionar a tecla Enter para executar o mesmo, seja ele um arquivo em BASIC (.BAS) ou Binário (.BIN).

 

  4.2 – Wired

O Wired é outro programa criado pelo Felipe e que permite a cópia de imagens de disco (DSKs) inteiras para as partições do HDB-DOS e vice-versa utilizando o Drivewire. Ou seja, é uma forma prática de transferir arquivos entre a MiniIDE e um PC com Drivewire instalado.

Para realizar a transferência entre o Color e o PC, deverá já se ter toda estrutura do Drivewire montada (cabo serial de comunicação entre o Color e o PC, instalação do Drivewire no PC, configuração, etc.). Não irei aprofundar aqui nas características e funcionamento do Drivewire, quem quiser saber mais tem toda documentação aqui.

Após o carregamento, escolha o modelo do seu Color. (CP-400 é equivalente ao CoCo1)

Agora basta escolher o sentido da transferência. A opção “D” transfere a imagem carregada no PC para um drive da MiniIDE. A opção “H” transfere o contúdo de um drive da MiniIDE para uma imagem no PC.

Aqui, usando a opção “D”, o “source drive” é o drive 0 do DW no PC e o “target drive” é uma das partições do HDB-DOS na MiniIDE.

 

5) Conclusão

Espero que este tutorial seja útil a quem estiver desbravando esse mundo novo que a MiniIDE está trazendo para o CP-400 e para os outros Color nacionais.

Fiquem a vontade de sugerir qualquer melhoria ou correção neste documento. Para quem ainda assim estiver com dúvidas ou interessado em dicas para um uso mais “avançado” da MiniIDE, sugiro se inscrever nos dois canais relacionados ao assunto TRS Color no Brasil:

Clube Color Brasil no Facebook

Lista de discussão para CP-400 e CoCo3 no Google Groups

Grande abraço a todos!

Abs,
Daniel

 

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MiniIDE: O renascimento do CP-400

Em meados de 1984 a Prológica lançava o seu CP-400, um micro TRS Color compatível e que vinha para disputar uma fatia do mercado que era dominada em grande parte pela Microdigital com seus TKs. Apesar de não ser da mesma linha dos micros da concorrente, o CP-400 conseguiu atingir certo sucesso e vendeu bastante até a chegada dos MSX.

CP-400_Anuncio

Propaganda da época.

Como qualquer outro micro doméstico da época, o acesso aos dados era feito principalmente através de cassete. A Prológica lançou para acompanhar o CP-400 uma unidade de disco externa conhecida como CP-450, mas devido ao seu custo altíssimo não foi um grande sucesso em vendas. Hoje é um item bem raro de se achar inclusive.

CP-450

CP-400 e sua unidade de disco, a CP-450.

Outro grande revés do CP-400 foi a Prológica colocar toda a circuitaria de um TRS Color em um gabinete de proporções tão diminutas. Ela usou como base um gabinete de Timex 2068 e adaptou o slot padrão Color na mesma posição do slot deste clone de Sinclair. Com isso, ela praticamente matou qualquer possibilidade de uso de outras interfaces de TRS Color no CP-400. Essa falta de espaço físico no slot do micro acabou se tornando um obstáculo grande para a implementação de qualquer interface original de Color Computer para ele.

A idéia…

Recentemente apareceu uma oportunidade na lista internacional de Color Computer para aquisição de algumas unidades da Glenside IDE. A Glenside é uma interface IDE simples para o Color Computer feita inicialmente pelo pessoal do Glenside CoCo Club (o maior clube de usuários do Color Computer ainda em atividade e que é responsável pelos encontros anuais, as famosas “CoCoFEST”)

Interface IDE da Glenside.

Não perdendo tempo, solicitei duas unidades da Glenside para mim. Antes da chegada das minhas placas, o ilustre cocomaníaco Luis Antoniosi (vulgo Retro Canada) descobriu a possibilidade de usar a Glenside em conjunto com adaptadores IDE-CF padrão. Assim sendo, ele mesmo preparou uma imagem de CF com tudo o que existe para a plataforma. Em resumo, quando minhas unidades da Glenside chegaram foi praticamente colocar a imagem do Luis em um CF e usar. De uma forma fácil, temos praticamente tudo o que precisamos para o Color Computer dentro de um CF e pronto para uso.

Glenside conectada a um CoCo3. Devido ao tamanho tem que ter algum suporte embaixo da placa para poder sustentá-la na posição certa.

Uma das características da Glenside é o tamanho avantajado da placa, uma coisa que é meio que padrão para as interfaces de Color, mas também devido a existência de dois soquetes EDGE para a colocação de um cartucho com a ROM própria da IDE e outro livre para uso combinado de alguma outra interface. Devido ao tamanho a mesma só pode ser usada de forma racional em um Color Computer (ainda tentei usá-la no meu Dynacom, porém fica inviável como mostra a foto abaixo).

Glenside no MX-1600. Torre de Babel!

Daí em certo momento me veio a idéia: “Será que daria para fazer uma placa menor e que fosse compatível em tamanho com o slot de um CP-400?”. Uma placa assim seria perfeita pois traria de volta do ostracismo o tão relegado micro da Prológica além de também ser usável em outros Color Computers. Levei então esta idéia a um amigo aqui de São Gonçalo e grande fabricante de hardware novo para micros clássicos, o Victor Trucco. O interesse foi imediato e logo deixei uma das minhas Glenside com ele para o estudo da possibilidade de replicação. Com isso, surgiu a MiniIDE e que faz juz ao nome.

Protótipo da MiniIDE.

Comparação de tamanho entre a MiniIDE e a original da Glenside.

Perfeitamente encaixada no CP-400!

Até mesmo os outros Color nacionais também vão se beneficiar com a nova interface. Olha a MiniIDE funcionando perfeita no Dynacom MX-1600.

Atualmente o projeto está em andamento e fechado em 70 interfaces prontas da MiniIDE. Em breve todos os participantes do grupo de aquisição estarão recebendo suas interfaces e trazendo de volta a vida os tão relegados CP-400 desse Brasil. 🙂

Aqui segue o album de fotos completo do protótipo e dos testes realizados.

No próximo artigo estarei abordando a instalação e configuração da MiniIDE. Aguardem!

Abs,
Daniel

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Let´s Play: D/Generation

Mais uma dica de game legal pra passar o tempo na frente do seu Amiga 😉

d-generation_01

D/GENERATION é um “adventure de ação” com gráficos isométricos.

Imagina a cena: Você é um “currier” que precisa entregar uma encomenda num laboratório em Singapura. Ao invés de chegar de moto, parar na calçada e entregar o pacote na portaria, você pousa com seu JetPack no terraço, afinal estamos em 2021!

d-generation_09

O nome do laboratório, ou melhor BioLaboratório, é Genoq. Trata-se de um mega prédio, cheio de salas, armadilhas, quebra-cabeças, computadores com informações que podem ser úteis (#ficaadica) e muitos reféns para salvar!

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Os gráficos não são lá essas coisas, o som muito menos, mas a atmosfera do jogo e os quebra-cabeças são bem legais! Você vai coletando itens ao longo das fases, como chaves e granadas que serão úteis para acessar outras salas, andares e explodir alguns periscópios assassinos entre outros itens de segurança do prédio.

Quando estiver com o laser, não saia explodindo os computadores… você pode precisar deles! E não esqueça de tentar obter informações dos reféns, alguns deles têm dicas fundamentais para você conseguir avançar.

Tai um jogo que não é um primor da tecnologia, mas é um dos gêneros que eu mais gosto. Tem estratégia, ação e as caraterísticas de um adventure, tudo num jogo só!

E aí? Let’s Play?

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dgeneration

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Pra ajudar, aí vai o manual do jogo (em inglês):

JOYSTICK CONTROLS

—————–
Your joystick is automatically calibrated when the game starts. If your
joystick behaves strangely, you can recalibrate it by releasing the joystick
and pressing CTRL-J. If you are still having problems, adjust the joystick`s
time controls and press CTRL-J again.

Push the joystick in the direction on screen that you wish to go. For example,
push the joystick UP to move the character up screen, or push the joystick
DIAGONALLY to move diagonally on screen. You can move the character in any of
8 directions using the joystick. You can open and close doors by bumping into
the long side of the `triangular yellow wall switches`. You can also shoot
doors, but you need to find a gun first. To fire your laser gun, press either
joystick button. From then on, this will be your laser button. To throw
grenades, press the other joystick button.

KEYBOARD CONTROLS
—————–
If you don`t have a joystick, you can do the following:

Use numeric keypad to move.
(Example, press 7 to move diagonally.)

Press SPACEBAR to fire the laser.

Press T to throw grenades.

If you fid the keyboard controls difficult, press ALT-K for the alternative
control mode. This will rotate the movement key effects by 45 degrees.
Pressing 9 on the numeric keypad causes the player to walk directly towards the
top of the screen.

You can also use the following special keys:

ESC – Freezes the game, and continues it.

ENTER – Talk to a survivor.

S – Displays your status.

U – View and select weapons you can use, if any.

CTRL-A – Aborts the scene when you are trapped and takes away a life.
Restarts play from where you last entered the room.

CTRL-J – Recalibrates your joystick. Be sure that your joystick is in
its centre, released position.

CTRL-K – Toggle keyboard only mode on and off.

CTRL-Q – Exit D/Generation.

CTRL-R – Restores previously saved game.

CTRL-S – Toggles sound on or off.

CTRL-X – Swap joystick axes.

ALT-K – Toggle alternative control key mode on and off.

ALT-R – Restarts play from the beginning of the level.

ALT-S – Saves game.

WEAPONS MENU
————
Press U to see how many, if any, of the following weapons you have:

Bomb – Blows up stuff

Clock – Slows down time for everything and everyone but you.

Shield – Protects you from everything. If a tracker hits you, the
shield is destroyed but you don`t die.

Plasma Barrier – Form a plasma barrier that bounces off the walls. But stay
out of its way!

Security Package – For Derrida`s eyes only.

To select an available weapon, press <- and -> to highlight, then press ENTER.

NEOGENS
——-
The Neogens are extremely dangerous, genetically engineered organisms. They
have spread through the building using the ventilation system, and they are
attacking anything human in sight. The four generations were designed over a
period of years and have become increasingly sophisticated with each successive
generation.

A/Generation – Bouncing red ball that smothers its target. Cloaks itself by
going transparent.

B/Generation – Bouncing blue cylinder that crushes target. Extremely fast.
Can hide in floor.

C/Generation – Humanoid that can disguise itself as anything, animate or
inanimate. Decaptates target.

D/Generation – Single prototype. Project classified.

SECURING ROOMS
————–
Rooms with Neogens or vents must be secured before you can rescue any trapped
workers. To secure a room, you must kill every non-human organism and seal
every vent. You seal a vent simply by running across it. When a room is
secured, all vents will turn green, and the red security door will open.

SECURITY SYSTEM
—————
The building security system includes:

Security Switch/Key – A white triangle with a smaller grey triangle in the
center. Each of these opems special doors, and cannot
be triggered until you are holding a security key of
sufficient level. The keys can be found in adjacent
rooms, and can only be used on the floor where you find
them.

Electrified Plate – Blinks on and off at intervals. These will instantly
fry you if you step on them while they are active.

Tracker – Scans the room looking for a target, firing on anything
human.

Plasma Barrier – Rebounds between walls. Will destroy anything on
contact.

Teleporter – Moves anything instantly from one place to another.

SURVIVORS
———
The workers who are trapped in the building might be able to help you out, and
provide you with information that will help you discover who Derrida is and
where you might find him.

RESCUING SURVIVORS
——————
You can only rescue a survivor when the room is secure (You must kill every
non-human organism and seal every vent by running across it). Once a survivor
feels safe and sees you, he or she stands up, runs to you, and waits for your
guidance. You must lead each survivor past any active security devices to a
safe exit, marked by a red arrow.

Be careful when firing the laser – a stray bolt could easily kill an
unprotected person.

QUESTIONING SURVIVORS
———————
Press ENTER while standing near survivors to see a dialog menu. To select a
question or statement from the menu, Press DOWN arrow or UP arrow then ENTER.
You can modify some menu selections ending with “….” by pressing -> or <- to
scroll through sentences.

HINT: Use computer terminals to get additional information.

LIFE AND DEATH
————–
You begin the game with 5 lives, and you lose one life anytime you are killed.
Each time you save a survivor you gain one life. When you lose your last life,
you start over from the beginning of the level with the same number of lives
you had when you began that level.

At any point, you can press ALT-S to save your game position. Press ALT-R and
you will appear at the beginning of the level where you last saved.

 

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Let’s Play: Project X

Nos áureos tempos, lá pelo final dos anos 80, início dos 90, era comum comprarmos aquela linda revista importada, que aliás custava uma pequena fortuna, e nos deliciarmos com a leitura e as análises dos programas, periféricos e principalmente dos jogos.

Cada revista tinha o seu padrão, algumas com notas de 1 a 10, outras avaliavam como “bom”, “regular” ou “ótimo” e havia ainda os que trabalhavam com índices percentuais “apurados” (95%, 82%). Provavelmente faziam um levantamento com o pessoal que testou  o game e em seguida era hora do “ratatá” pra poder chegar à essa nota final fantástica.

Mas independente do formato, isso servia como um termômetro bem aceitável, embora não infalível, pra saber que jogo você ia pedir pra àquele pirata, ops!, amigo que vende jogos, copiar, ops!, quer dizer, fazer uma cópia de segurança pra você.

Tentar reeditar isso seria pretensiosismo da minha parte e até trabalhoso demais, principalmente pelo pouco tempo livre que temos nos dias de hoje. Mas não custa nada dar umas dicas de qual jogo você deveria testar ou dar aquela segunda chance  num final de semana chuvoso desses, não é mesmo?

Por esse mesmo motivo, não tenho como objetivo fazer um review do jogo, mas apresentá-lo de forma sucinta e deixar você que está lendo o artigo, pelo menos com vontade de jogá-lo.

Então pra começar, vamos de Project-X (Team17)

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Project-X é um Shoot’em Up da melhor espécie. Atire em tudo que se mexe, pegue os powerup´s, vai equipando sua nave, por que você vai precisar! Aliás, você pode escolher entre 3 tipos de naves e elas têm características distintas, como armamentos e velocidade.

Os gráficos, jogabilidade, som, tudo é muito bom! Os samples que informam qual armamento está selecionado é um show à parte, mas… é difícil pacas! Tudo bem que eu não sou um “viciado em games”, mas pra vocês terem uma ideia, eu nunca vi a cara da terceira fase! Tá já vi sim, mas só em fotos e vídeos do youtube 😀

A Team17 percebeu isso e lançou uma versão com algumas “facilidades”, chamada de Project-X SE. Nela você já começa com vários power’ups, uma forcinha a mais pra ninguém ficar frustrado e desistir antes da hora. Existe ainda uma versão para o AMIGACD32 que pretendo testar em breve.

Agora algumas imagens, assim não preciso escrever 1000 palavras 😉 Até a próxima!

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AMILIVE 2014.1 RJ

Amilive

Acontece nesse domingo, dia 23/03/2013, mais uma edição da AMILIVE!

O evento será realizado na Rua Pedro Alvares Cabral 768, Casa 53 – Centro – Nilópolis/RJ Começa às 10:00 e termina às 19:00

Segue o comunicado do organizador:

Tragam o seu Amiga favorito! 
Teremos Mesas e ponto de rede para ligar os amigas de todos
QUE AVISAREM COM ANTECEDÊNCIA! 

OBS: Avisar com NO MÍNIMO 72 HORAS DE ANTECEDÊNCIA se vai trazer ou não seu
micro, para que eu possa deixar tudo esquematizado aqui.
Tenho alguns monitores VGA e 1 RGB para quem não conseguir trazer seu
próprio monitor.

*PARA QUALQUER DÚVIDA E CONFIRMAÇÃO, POR FAVOR ENTRAR EM CONTATO PELO TELEFONE: 21 98368-9311

OU ENVIAR EMAIL PARA: DIGAORJ_RJ@YAHOO.COM.BR”

 

 

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Amiga 1200C – parte 3 – Acelerando um pouco as coisas!

Depois de conseguir encaixar a placa no gabinete do A600, inclusive com as portas de mouse e joystick e os LEDs já funcionais, e com a interligação mais discreta e sem todo aquele volume dos cabos inicialmente usados, eu já tinha conseguido o objetivo principal.

Aliás, eu já tinha conseguido muito mais do que esperava! Eu já estava nesse pé, e o ano ainda não tinha acabado!

Eu me daria por satisfeito até o ano seguinte se não fosse por um detalhe crucial. Eu não podia usar o micro dessa forma! Lembram que a placa não funciona sem uma aceleradora conectada? Pois é. E não dá pra encaixar a aceleradora na placa cortada, dentro desse case. Pelo menos não do jeito convencional!

Eu estava tão perto de ter um A1200 mais compacto funcional, que desse pra brincar um pouco. Não podia parar agora! Tinha que arrumar um jeito de colocar essa aceleradora lá dentro junto com o resto! E foi assim que eu perdi o resto das férias…

Eu só consegui uma solução definitiva e satisfatória em Fevereiro de 2013! Lógico, eu não fiquei em cima disso 24h por dia. Mas gastei muito tempo das minhas férias, praticamente todo tempo que teria pra me divertir (e me diverti um bocado com essa brincadeira!), com várias tentativas.

Eu não queria nada fixo demais. Eu tinha comprado a ACA especificamente pra esse projeto. Mas e se aparecesse uma aceleradora melhor em algum momento? Eu queria poder trocar a placa, como se faz num A1200 normal, sem grandes problemas.

Então, a primeira tentativa foi fabricar uma espécie de “extensor de trapdoor”. Esses conectores usados nas aceleradoras, pra encaixar na ranhura da placa do A1200 são proprietários do Amiga. E também são impossíveis de encontrar. O próprio Jens Schönfeld, Pai das ACA, disse algumas vezes que teve que investir milhares de dólares em uma máquina que pudesse fabricar esses conectores, para viabilizar o projeto das expansões que os utilizam. E ele não vende os conectores! Ou melhor, até se propõe a vendê-los, mas faz exigências bem específicas e pesadas!

Eu também não tinha nenhuma sucata de onde tirar um desses. Então o jeito era fazer uma gambiarra “de raiz”!

Os conectores PCI possuem o mesmo espaçamento entre os contatos. Mas não possuem a dimensão correta. Mas se eu cortar 2 conectores, e colar da forma correta… será?

Primeiro separei a placa que doaria os conectores PCI:

Placa doadora dos conectores PCI

Placa doadora dos conectores PCI

Depois dessoldei os conectores. Se você nunca fez isso, não tem ideia do trabalho que dá! Só pra dessoldar essas crianças eu levei, fácil, umas 2 horas!

Conectores dessoldados

Conectores dessoldados

Agora precisava remover os pinos que estavam na direção do corte:

 

Pinos que não serão usados removidos

Pinos que não serão usados removidos

 

Tudo pronto para o corte!

Tudo pronto para o corte!

 

Cortes feitos. Agora vamos lixar!

Cortes feitos. Agora vamos lixar!

Depois de cortar, e lixar os conectores para que ficassem mais planos pra colagem, percebi que precisaria cortar ainda mais um deles, para ficarem com o tamanho correto. Feito isso, hora de medir se está tudo alinhado:

 

Testando

Testando

Removi também os 4 pinos que ficavam posicionados na direção do corte da placa. A fenda guia. Nessa posição eu colocaria mais tarde um pino para servir mesmo como guia pro encaixe. Agora é só colar os dois conectores:

 

Casamento perfeito dos contatos!

Casamento perfeito dos contatos!

Eu ainda pensaria como reforçar o conjunto. A ideia era usar uma conta metálica em volta dos conectores para que a cola não sofresse muito estresse. Mas isso era pra mais tarde. Agora eu precisava do “outro lado” do extensor. O “conector” macho!

Essas foram as doadoras. Não se preocupem, elas estavam com defeito, e não tinham mais uso a não ser doar:

Placas doadoras do que seria a ranhura, o "macho" do extensor

Placas doadoras do que seria a ranhura, o “macho” do extensor

fragmentos que serão colados

fragmentos que serão colados

Depois de cortados os pedaços que juntos formariam uma placa só, eu precisava alinhá-los, para depois colar. O melhor seria encaixar esses fragmentos no conector da própria aceleradora, usando-o como guia:

Testando o posicionamento no conector da aceleradora

Testando o posicionamento no conector da aceleradora

Agora precisava de uma base. Cortei uma tampa de baia de 5.1/4″ de gabinete torre. Ele serviria como base e também daria um acabamento um pouco melhor (assim eu esperava!):

Pedaço de plástico que servirá de base

Pedaço de plástico que servirá de base

Colando o plástico nos fragmentos de placa:

colagem da base nos fragmentos. Notem que o conjunto é mantido na posição pelo conector da aceleradora!

colagem da base nos fragmentos. Notem que o conjunto é mantido na posição pelo conector da aceleradora!

A outra face

A outra face

Agora o conjunto já podia ser removido da placa, e estava bem firme! Mas ainda feio demais!

conjunto colado (feio, é verdade!)

conjunto colado (feio, é verdade!)

Para comparar com a ranhura original da placa do A1200, coloquei uma sobre a outra:

Comparando o posicionamento dos contatos

Comparando o posicionamento dos contatos

Eu pretendia que, depois de finalizado o extensor, o posicionamento da aceleradora fosse o seguinte:

Posicionamento pretendido

Posicionamento pretendido

Vamos soldar os cabos então, porque eu estou doido pra jogar um pouco!

Terminei de dessoldar os componentes que ainda estavam nos fragmentos de placa, e cortei as trilhas de todos os contatos para evitar que houvesse alguma interligação entre elas. Depois passei uma fita crepe nos contatos deixando apenas uma ponta exposta. A fita serviu como máscara para que a solda não se espalhasse nos contatos impedindo que eles se encaixassem no conector depois. Estanhei essa parte exposta para soldar os cabos:

Fita usada como máscara para estanhar os contatos e soldar os cabos

Fita usada como máscara para estanhar os contatos e soldar os cabos

Também aparei e estanhei os pinos do conector fêmea:

Pinos aparados e estanhados

Pinos aparados e estanhados

Então comecei a soldar. Novamente, muito trabalho e tempo empenhado:

Primeira parte soldada!

Primeira parte soldada!

Bom, já tinha soldado todos os cabos nas duas extremidades. Era hora de conectar tudo, verificar, e testar!

Cabo pronto, e tudo encaixado para o teste!

Cabo pronto, e tudo encaixado para o teste!

Vista lateral do arranjo

Vista lateral do arranjo

Ficou bem razoável. E quando eu liguei… FUNCIONOU!! 😀

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=1nYSt5i0Q7s&w=640&h=480]

 

Tudo muito legal, e progredindo às mil maravilhas! Mas o tapado aqui negligenciou um detalhe crucial. O conjunto tinha que caber no case! :-/

Lógico que não coube! Eu tinha me esquecido da parte superior do gabinete, que tinha um teclado! Peguei a carcaça com o teclado do A600 ainda, e, lógico, não tinha como caber. O conector da própria ACA batia no teclado, e faltava muito pro case fechar.

Fiquei super frustrado, porque bastava eu ter colocado a aceleradora em cima da placa do A1200, já na base do gabinete, e tentado fechar com o teclado. Tudo isso ANTES de perder horas e horas dessoldando, cortando, colando, etc, etc!!! Animal!! :-p

O pior de tudo, é que eu ainda insisti. Resolvi então que não colocaria a aceleradora nessa posição, mas deslocada mais pra cima um pouco. Usaria um cabo mais comprido, e assim poderia ter mais liberdade para escolher o lugar da aceleradora. Mas ainda estava cabreiro. Por algum motivo essa ideia não me agradava tanto.

Pensei em várias outras coisas, uma mais bizarra do que a outra, e foram todas elas frustradas.

Olha só essa:

Cabo mais longo. Bizarro!

Cabo mais longo. Bizarro!

Depois, eu encontrei na casa dos meus Pais, numa sucata que ainda estava lá, mais uma placa de A1200! Essa estava mesmo irrecuperável. Então achei melhor reduzir as gambiarras, e substituí aquele conector de retalhos:

Pedaço de placa de A1200 que achei na sucata!

Pedaço de placa de A1200 que achei na sucata!

Então pensei nessa solução medonha!

Bizarrice 2!  8-O

Bizarrice 2! 😯

Meus Deus!

Meus Deus!

Funcionou. Mas… porque eu pensei nisso?!?! Medonho…

Então eu pensei em outra coisa que poderia funcionar, e seria a solução mais elegante até agora. E se eu inverter o conector da aceleradora?

Eu não queria mexer na aceleradora. Evitei a todo custo, mas já estava cansando dessa brincadeira. Então cedi, e dessoldei o conector:

Conector dessoldado

Conector dessoldado

Não bastava soldar o conector do outro lado, até porque não dava fisicamente. Eu precisava de um conector com os pinos “invertidos” (pares nos lugares dos ímpares, e vice-versa).

Então desmontei o conector. Tirei pino por pino, e fui invertendo:

Conector sendo desmontado, para inverter os pinos

Conector sendo desmontado, para inverter os pinos

Conector montado "ao contrário"

Conector montado “ao contrário”

Agora dá pra encaixar:

Conector recolocado ao contrário

Conector recolocado ao contrário

Outra vista

Outra vista

Por cima

Por cima

Soldado e encaixado na placa do A1200:

Placa encaixada com o conector invertido

Placa encaixada com o conector invertido

Bacana. Funciona também! Mas continua não fechando o gabinete. O conector impedia que a placa do A1200 assentasse, o que gerava outros problemas. Eu ainda pensei em desbastar o conector, mas não daria certo, e eu estragaria um conector raro e que fazia parte de uma placa que estava totalmente funcional. Não queria uma solução desse tipo.

Além disso, isso seria uma solução altamente específica, e que não me daria vantagem nenhuma caso precisasse substituir a aceleradora no futuro. Então, se é pra ficar preso a essa aceleradora, e se tiver que refazer o trabalho pra uma nova aceleradora caso isso venha a acontecer, melhor fazer logo algo definitivo e funcional, simples, limpo.

Então o melhor é soldar a aceleradora direto na placa, sem conectores!

Foi o que eu fiz:

Aceleradora soldada por cabo na placa do A1200

Aceleradora soldada por cabo na placa do A1200

Aproveitei a máscara da placa do A1200 e soldei cabos mais curtos. O mais curtos quanto possível. Depois soldei na ACA, no lugar onde ficava o conector original, que está guardado pra uma necessidade futura! 😉

Aproveitei a coincidência de que um furo da ACA poderia coincidir com o furo da placa do A1200, que serve para fixá-la ao gabinete original. Então cortei um estojo de latão na altura certa (desses usados para apoiar placa mãe de PC em gabinete torre) e fixei ele na ACA. Ele por sua vez apoia na placa mãe e é parafusado a ela pelo verso (detalhe em foto abaixo) Num outro furo da ACA instalei um apoio de nylon também cortado na altura certa. Ainda cortei um pedaço de cola de silicone em bastão (do tipo que se usa com aquelas pistolas de “cola quente”), e aqueci para colar numa região da placa que não tinha apoio.

Assim a placa ficou totalmente apoiada, sem sofrer estresse mecânico. Isso também evita que ela se apoie nos pinos do “clock port”, o que poderia “ferir” a ACA por baixo, rompendo trilhas.

Vista de perfil

Vista de perfil

Vista superior

Vista superior

Detalhe inferior com blindagem

Detalhe inferior com blindagem

E essa foi a solução final. Pelo menos até agora! 😀

Bom, eu estou satisfeito com essa solução. Está funcionando perfeitamente, totalmente estável, e o mais importante, agora o case fecha!! 😉

Abraços!

 

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