Cartucho “Vendedor Eletrônico” da EPCOM/Sharp

Esta semana recebi mais um item raro para a minha pequena coleção MSX, o cartucho “Vendedor Eletrônico” da EPCOM/Sharp, usado na época em revendas para divulgar os recursos do MSX Hotbit.

tn_IMG_20180302_183300

tn_IMG_20180302_184516

Segue abaixo o link para o dump da ROM do cartucho.

Vendedor-Eletronico-EPCOM

Abs,
Daniel

Publicado em MSX | Tags , , | Comentários fechados em Cartucho “Vendedor Eletrônico” da EPCOM/Sharp

Instalando o Kit DDX 2.0 em um Hotbit

Pessoal,

Depois de um longo período sem publicar nada, estou de volta ao mundo MSX com um breve tutorial de como instalar o clássico Kit de transformação DDX 2.0 em um Hotbit.

Kit DDX2.0

 

História…

Como diria o mestre Tolkien, quando o mundo era jovem, eu, no alto dos meus 13 anos de idade lia as revistas sobre MSX da época e sonhava em algum dia conseguir instalar no meu Hotbit o famigerado kit de transformação para o padrão MSX2. Fabricado na época pela empresa Digital Design (entre outras) e que possibilitava um mundo novo de aplicações e, principalmente, jogos no MSX.

Nessa época, infelizmente, não tinha nem dinheiro para merenda na escola, o que dirá para compra de um kit desses. Enfim, o tempo passou e acabei migrando para a plataforma PC e o sonho foi deixado de lado. Quem diria que quase 30 anos depois eu veria este sonho realizado!

A oportunidade surgiu quando o meu grande amigo André Tavares iniciou a venda de alguns itens de sua coleção, incluindo este kit DDX. O micro que seria transformado não poderia ser outro senão o meu próprio Hotbit da época, que mantenho desde os anos 80.

Meu Hotbit se preparando para a longa e esperada transformação.

 

Fontes…

Antes de chover no molhado, informo que me baseei no excelente tutorial já existente no site MSXPro. Este meu tutorial não visa substituir o original, mas sim mostrar mais detalhes acerca da transformação específica no Hotbit, já que o original é um tutorial mais genérico para ser utilizado tanto no Expert como no Hotbit.

Agradeço também as dicas do André Tavares que me tirou várias dúvidas sobre a instalação em si.

Antes de começar…

Serão necessários, além da placa do kit DDX2.0, 2 cabos flat (um com um conector IDC de 20 pinos em uma das pontas, para conexão na placa DDX e outro com um conector de 7 pinos para a saída RGB), 1 soquete torneado de 28 pinos (para a conexão do piggyback da placa DDX), fita isolante, solda, ferro de solda, sugador, álcool isopropílico e um pano limpo. Caso seu kit tenha sido retirado de um Expert, como no caso do meu, serão necessários também gravador de EPROM e duas EPROMs, uma 27128 (ou 27c128) e uma 27256 (ou 27c256).

Alterações no kit…

Notem que este kit já veio instalado com um Super Capacitor (Supercap de 0.47F) para manter as configurações de relógio e video. Neste caso, necessitei removê-lo da parte de cima da placa e instalei o mesmo na parte de baixo da placa, onde o supercap não interfere no fechamento da tampa do Hotbit.

Outra mudança necessária no kit foi a substituição da ROM e SUBROM, já que este kit foi retirado de um Expert e tinha as ROMs específicas para o mesmo. Serão necessárias então duas EPROMs, uma 27128(ou 27C128) para a SUBROM e outra 27256(ou 27C256) para a ROM principal.

As ROMs específicas do Hotbit podem ser baixadas neste link no site MSXPro. O arquivo zip que será baixado, conterá a ROM e SUBROM. No arquivo referente a SUBROM notei que o mesmo é maior que o que caberia em uma 27128 e possui o tamanho compatível com uma 27256. Abrindo o mesmo em um editor hexadecimal, nota-se que a primeira metade do arquivo é espaço em branco. O que fiz foi remover esse espaço em branco e gravar o arquivo no tamanho correto para uma 27C128.

Instalação…

Primeiramente, começaremos o processo preparando a placa original do Hotbit para a instalação do kit. Como o kit é instalado em cima e bem rente a placa do Hotbit, devemos primeiro desobstruir quaisquer componentes na placa do Hotbit que possam interferir na colocação da placa do kit.

Primeiro passo, remover o conjunto de jumpers originais existente em P3 e soldar jumps fixos como mostrado na figura abaixo.

Jumpers originais removidos e instalados jumps fixos.

O ideal também é “deitar” todos os capacitores cerâmicos existentes na área que será abrangida pela placa do kit para que também não interfiram e facilitem a instalação da mesma. Notem como na foto acima o capacitor C17 já está devidamente deitado.

Próximo passo será remover a ROM, o VDP (TMS9128) e também as VRAMs originais.

ROM, VDP e VRAMs.

Antes de remover o VDP, será necessário primeiro descolar o dissipador que foi colocado preventivamente pela Sharp para ajudar na dissipação de calor. Com uma faca, chave de fenda, etc, force com cuidado a cola ressecada para remover a mesma. Tenha cuidado para no processo não encostar a ferramenta na placa ou no VDP e danificar os mesmos. Como a cola encontra-se já ressecada devido aos anos não será difícil descolar a mesma da placa.

Depois de removida a cola, basta remover o dissipador. Use álcool isopropílico e um pano para remover o excesso de pasta térmica do VDP.

Proceda a seguir com a desoldagem e remoção dos componentes citados acima. Faça com cuidado pois a placa do Hotbit não aguenta muita punição com o ferro de solda.

Placa já com ROM, VDP e VRAMs removidas.

Nesse ponto eu já havia instalado um soquete estampado no local da ROM original para testes de fixação da placa do kit (foto acima), porém o ideal é deixar instalado um soquete torneado (figura abaixo) para melhor fixação do kit e não correr o risco da placa se soltar no transporte do micro.

Soquete torneado 28 pinos

Soquete torneado 28 pinos

Placa com componentes já removidos e capacitores cerâmicos devidamente deitados.

Na foto acima pode-se notar que existem dois suportes de metal para ajudar na fixação do slot secundário do Hotbit na placa mãe. A parte superior destes suportes devem ser isoladas, para não causar nenhum curto na placa do kit, já que a mesma entra diretamente em contato com os ditos suportes. Na foto abaixo mostro os suportes já devidamente protegidos com fita isolante.

Suportes de metal já isolados.

Chegou a hora de testar a fixação mecânica do piggyback do kit em cima da placa do Hotbit e garantir que nada esteja encostando aonde não deve (foto abaixo).

Placa do kit já encaixada no Hotbit e tudo ok.

Caso seu kit não venha acompanhado dos cabos internos para conexão entre a placa do Hotbit e o kit, então os mesmos deverão ser confeccionados. Neste caso construa um rabicho com cerca de 30 cm usando um cabo flat de 20 vias e instale um conector IDC fêmea de 20 pinos em uma das pontas. Na outra extremidade do cabo, você irá soldar nos respectivos pontos conforme indicado na tabela abaixo:

CN1-DDX

Depois de ter visto a tabela acima você deve ter se perguntado: Ok. Ligar aos pinos do slot, mas QUAL slot ? Bom, o processo de instalação do kit fará que um dos slots físicos do micro venha a ser expandido no processo. Sendo assim, você deverá escolher qual dos slots será feita a instalação do kit, e consequentemente qual ficará expandido em definitivo. Lembre-se que depois de feita a instalação, se desejar utilizar um expansor de slots externo, terá que ser sempre conectado no slot que não foi expandido. Exemplo, se for utilizar um mini-expansor externo, igual ao expansor da ACVS, o mesmo só consegue ser fixado de forma adequada no slot 2 (lateral) do Hotbit, logo o mais apropriado seria expandir o slot 1 (superior). Agora, se você deseja utilizar um modelo de expansor que possua uma interface e cabo flat para ligação, como no caso do expansor DDX ou da Tecnobytes, tanto faz o slot que irá expandir, pois esses expansores não tem limitações físicas e podem ser ligados sem dificuldade em qualquer um dos slots. Minha escolha para este projeto, já que não devo utilizar nenhum expansor de slots neste Hotbit mesmo, foi a de expandir o slot 2 (lateral).

Outro detalhe importante é que a trilha que vai para o Pino 4 do Slot (/SLTSL) a ser expandido/instalado o kit, deverá ser cortada/interrompida, e o fio que vem do Pino 6 do conector IDC deverá ser ligado na parte da trilha que vai para o slot físico e o fio que vem do Pino 9 do Conector IDC deverá ser ligado na continuação da trilha do Pino 4 que vai internamente para o micro. Os demais pinos do conector IDC apenas interceptam os pinos do slot, vcc, terra e alguns pinos do VDP antigo, logo podem ser soldados diretamente nos pinos (por baixo da placa) ou, como no meu caso, ligados diretamente nas trilhas através das várias ilhas de passagem existentes logo após a saída do slot. Na foto abaixo mostro o exemplo de como ficou o meu micro após a ligação de todos os fios do flat.

Ligações do cabo de 20 vias a placa do Hotbit. Macarronada!

Foto de outra perspectiva.

Notem que na foto abaixo aproveitei a trilha larga que sai do capacitor de 470uF (azul) e que possui algumas ilhas perfeitas para ligar os pinos 14 e 15 do conector (fios branco e vermelho) e que levam os 5v para a placa DDX.

Detalhe da ligação dos 5v.

Placa DDX já encaixada na placa do Hotbit e com o conector já plugado a mesma.

 

Saída de video…

Como mencionei mais acima, este kit originalmente foi removido de um Expert e ao que parece as ligações para saída de video do kit (conector CN2) eram ligadas diretamente na analógica do Expert. No Hotbit, entretanto, parece que se usava uma placa extra (foto abaixo) fabricada também pela DDX para a saída de video e não se usava a placa analógica original do Hotbit. Logicamente esta placa extra não veio acompanhando o meu kit.

Placa analógica DDX para o Hotbit. (Foto por Fabio Ritter no Facebook)

Placa analógica DDX para o Hotbit. (Foto por Fabio Ritter no Facebook)

No meu caso o que fiz foi pegar os sinais RGB que saem da placa do kit no conector CN2 e jogar diretamente para um monitor que suporte RGB 15Khz (LG m1721a/m1921a, Samsung 510n/710n, etc.). Para isso utilizei o bom e velho circuito utilizando um LM1881 para normalizar o sinal de sincronia. Este circuito é de fácil confecção e já bastante conhecido do pessoal que usa MSX. Não vou entrar aqui no processo de montagem desse circuito, mas o mesmo pode ser encontrado na MSXPro neste link.

Abaixo reproduzo a pinagem correta do conector CN2 do kit para quem for montar o cabo para saída RGB. Atenção, pois a pinagem que aparece no esquema do kit que está disponível na MSXPro está incorreta com relação aos sinais de cor. Pensei que estava ficando maluco quando montava o cabo, pois a tela do MSX continuava aparecendo vermelha.

Pinagem correta do conector CN2

Pinagem correta do conector CN2

Foto aparecendo ainda em vermelho devido a “pegadinha” do esquema da placa DDX.

Agora sim! Depois de acertada as linhas de cor, azulzão padrão MSX! :-D

Como instalei internamente no Hotbit um adaptador com LM1881 que eu já tinha disponível em casa, acabei optando por instalar a saída para monitor RGB 15Khz diretamente na traseira do Hotbit e usando um conector HD15 (VGA) para facilitar a ligação nos monitores modernos que suportam 15Khz, como os LG e Samsung. A adaptação foi feita com a ajuda de uma Dremel.

Conector HD15 fêmea instalado diretamente na traseira do Hotbit.

Montagem final pronta!

Detalhe da montagem

Conclusão…

Tirando todo o trabalho envolvido (demorei um final de semana inteiro nesse projeto), foi bem divertido e recompensante já que no fim vi um sonho de criança ser realizado.

No mais o Hotbit agora está com imagem RGB excelente e rodando tudo de MSX2 que já empurrei nele até o momento. O único porém continua sendo a saída de som que ainda continua com os velhos chiados de processamento do Z80, mas isso sempre foi assim até onde consigo lembrar.

Enfim, mais um sonho de criança realizado!

Hotbit DDX2.0 pronto!

 

Para quem desejar ver as fotos do artigo em maior resolução, as mesmas podem ser encontradas neste álbum específico do Google.

Espero que tenham gostado do artigo e quaisquer comentários, dúvidas, sugestões, etc. podem postar aqui que terei o maior prazer em responder.

Abs,
Daniel

Publicado em MSX | Tags , | Comentários fechados em Instalando o Kit DDX 2.0 em um Hotbit

Trocando “Reed Switches” em um teclado Digiponto

Pessoal,

Fiz este video-tutorial rápido em como preparar e realizar a troca de “reed switches” nos teclados Digiponto, muito utilizados nos equipamentos Codimex, Color 64, Unitron APII, etc.

 

Publicado em Apple ][, TRS Color | Tags , , , | Comentários fechados em Trocando “Reed Switches” em um teclado Digiponto

Entrevista: Claudio Richter

Pessoal,

Claudio Richter

Claudio Richter

Hoje trago um artigo diferente dos habituais na AMX Project. Desta vez venho com uma entrevista exclusiva com o projetista original do micro CD-6809 da Codimex, o Sr. Claudio José Richter. Para quem não conhece, o CD-6809 foi o primeiro micro da linha TRS-80 Color produzido no Brasil, especificamente em Porto Alegre-RS. Esse micro já foi protagonista em vários artigos deste blog no passado. O próprio Claudio ainda é possuidor de um dos protótipos originais da época.

Codimex CD-6809 pertencente ao Sr. Claudio Richter

Codimex CD-6809 pertencente ao entrevistado.

Além da entrevista, o Sr. Claudio nos presenteou com várias digitalizações dos esquemas do micro CD-6809 e acessórios produzidos na época.

Diagrama de Blocos do CD-6809

Diagrama de Blocos do CD-6809

Nota: Todo o material disponibilizado estará disponível para download no final deste artigo.

 

A entrevista:

Daniel Campos: Analisando o projeto do micro Codimex que foi apresentado a SEI na época, consta o seu nome como o projetista principal. Como foi a questão de ser chamado para trabalhar na Codimex? Poderia dissertar um pouco sobre esse histórico?

Claudio Richter: Na verdade, um amigo havia sido indicado para o cargo (Augusto Einsfeldt), mas tinha outros compromissos e citou meu nome. Foi uma grande oportunidade para um estudante de engenharia de 21 ou 22 anos. Eu já havia trabalhado em outros projetos, como uma CPU por hardware (toda com CIs TTL), e projetos com 8085.

 

DC: Antes de ingressar na Codimex, você já era familiar com a arquitetura da linha de micros TRS-80 Color da Tandy Radio Shack?

CR: Não. A arquitetura é mais da Motorola do que propriamente da Radio Shack, já que o CI gerenciador de memória (6883) e o de vídeo (6847) determinam em grande parte toda a estrutura. A originalidade está na estrutura de I/Os (6821), com o conversor D/A por resistores, a leitura de fita cassette, etc.

 

DC: Conte-nos um pouco de como foi projetar o micro CD-6809. Quais as dificuldades encontradas ?

CR: De fato não projetamos propriamente um micro (como, de resto, nenhum dos subseqüentes clones lançados por concorrentes). O que fizemos foi copiar um computador, o que, na época, já era um desafio razoável. É preciso levar em conta que não havia ferramentas de CAD. A placa impressa era feita em plástico poliéster com a colagem de fitas de diferentes larguras, para a confecção das trilhas (fitas Bishop). Todo o desenho era elaborado em escala 2:1 e depois reduzido fotograficamente. E não possuíamos o mínimo instrumental, nem mesmo um réles osciloscópio analógico. Até para programar as EPROMs tive de criar um programador (anexei algumas fotos).
O maior desafio era converter o sistema de cor, de NTSC para PAL-M. Além da freqüência distinta do cristal, é necessário inverter a fase do sinal de cor a cada linha.

Programador de EPROM feito na época para gravar as EPROMs para o CD-6809.

Programador feito na época para gravar as EPROMs para o CD-6809.

Esquemático da parte de geração de video do Codimex.

Esquemático da parte de geração de video do Codimex.

 

DC: Você ficou somente responsável pela parte do projeto ou “meteu a mão” na produção e montagem do micro também ?

CR: Montei apenas o protótipo (que está comigo até hoje). Neste a placa foi elaborada sem o solder resist e máscara de componentes para facilitar a depuração. Mas na montagem em série não me envolvi.

Interior do micro do Sr. Claudio, mostrando uma das placas protótipo originais.

Interior do micro do Sr. Claudio, mostrando uma das placas protótipo originais.

 

DC: Alguma lembrança de outro periférico ou equipamento que você tenha também projetado ou participado da elaboração ?

CR: Havia um conversor serial-paralelo para impressora que projetei integralmente. Note que o TRS-Color tinha apenas porta serial, e muitas impressoras da época usavam interface paralela. Encontrei documentação a respeito, como podes examinar nos anexos.

Esquema do Conversor Serial/Paralelo.

Esquema do Conversor Serial/Paralelo.

 

DC: Analisando friamente a placa do Codimex, notamos que ela se assemelha e muito com a placa de um TRS-80 Color Computer original. Pode nos confirmar se o micro foi baseado mesmo a partir de um micro da Tandy Radio Shack ou vocês possuiam algum manual técnico da Tandy ?

CR: Sim, foi adquirido um TRS-Color e, a partir dele, feito o Codimex.

 

DC: Recentemente analisei uma interface de disco que foi produzida pela Codimex e a mesma também se assemelha muito a uma interface de terceiros que foi feita nos EUA, teria alguma lembrança sobre isso?

CR: No caso da interface de disco não me envolvi diretamente com ela, mas acredito que tenha sido baseada em uma placa importada, como no caso do computador. O problema é a dependência do software. Caso se modificasse algum endereço ou configuração do hardware, muito provavelmente, o sistema operacional de disco deixaria de operar, acarretando um grande esforço para adaptá-lo ao novo hardware. Isso sem contar com os inúmeros programas em Assembler que usavam os recursos da máquina diretamente, e que ficariam incompatíveis. Se não me engano, quem assumiu a confecção da interface de disco foi outro amigo, Ricardo Dattelkremer.

Uma das interface de disco originais da Codimex e reformada por mim em um artigo anterior.

 

DC: Que outras curiosidades poderia nos contar sobre esse período que trabalhou na Codimex ?

CR: Foi uma época romântica (sim, o que pode ser mais romântico que passar todo o final de semana praticamente insone, a base de cafeína, até que o circuito funcione…). Obter um manual (datasheet) era um feito extraordinário, e os poucos que obtinhamos eram imediatamente replicados para os amigos. Pouquíssimas lojas trabalhavam com processadores e CIs de lógica (lembro da Digital, aqui em Porto Alegre). A maioria revendia peças para rádios e TVs.
Os circuitos eram montados em proto-boards e, com isso, havia um mercado para restos de cabos telefônicos. Mais de uma vez recolhi na rua pedaços que sobravam destes cabos com múltiplas vias, para fazer as conexões do proto-board. O instrumental era paupérrimo, muitas vezes não ultrapassava um multímetro analógico e uma ponteira lógica (feita em casa…).
Com a Codimex essa situação não alterou significativamente em termos de instrumental, mas o acesso a componentes foi muito facilitado. Também documentação técnica foi disponibilizada. Mas, na época, eu era ainda mais direcionado às questões técnicas do que sou hoje e, com isso, temo ter me envolvido pouco com os outros problemas da empresa.

Hoje lamento isso, embora análises do passado sejam pouco razoáveis (é como o analista de bolsa que sempre acerta quando as ações vão subir… depois que subiram…).
Quem realmente levou a empresa nas costas foi o Davi Menda, que entrevistaste. Lembro que ele fazia encontros aos sábados na Codimex para reunir aficionados, e nunca mediu esforços para alavancar a firma.

 

DC: Tem alguma opinião sobre a Reserva de Mercado que existiu na época e possibilitou a existência da Codimex e outras empresas ?

CR: A reserva de mercado, pelas minhas convicções atuais, não deveria existir, porque acredito que governos são como o rei Midas ao contrário, ou seja, todo ouro que tocam transformam em pó.
Qualquer dúvida vide Petrobrás, que lida com ouro negro e detém monopólio em um país continental. Assim mesmo, está em uma situação lastimável. Então, seria muito mais produtivo que nossos governantes se preocupassem em gerar condições favoráveis a um desenvolvimento técnico sustentável das empresas nacionais, em vez de criar entraves para a concorrência externa. O que nos torna incapazes de competir é o próprio Leviatã, que pretende nos proteger com leis e sanções à importação.
Cada empresa brasileira tem de lutar contra um mar de leis absurdas, impostos asfixiantes, infraestrutura patética (exceto, naturalmente, no que concerne a estádios de futebol), perda crescente de liberdade de ação, e burocracia digna de um país comunista. E a quem devemos todo este legado? Então, o que, na minha opinião, realmente necessitamos para nos desenvolvermos como nação é eliminar o poder onipresente do estado brasileiro, protegendo o cidadão e sua liberdade. Isso irá oxigenar o sistema, que naturalmente irá eliminar os parasitas e inúteis, aumentando nossa pífia produtividade para níveis comparáveis as outras nações.

 

DC: Qual a melhor lembrança que você guarda dessa época? E qual a pior ?

CR: A melhor lembrança é, com certeza, quando finalmente o circuito de conversão para PAL-M funcionou, gerando a cor vermelha, que insistia em aparecer verde.
A pior aconteceu na primeira sede da Codimex, na fase de confecção dos desenhos da placa impressa. Como citei, o desenho era feito com fita adesiva de diferentes larguras, para gerar as trilhas. As ilhas eram feitas por etiquetas de diferentes formatos, também coladas à folha de poliéster.
Eu estava em uma fase de finalização do desenho, e sempre deixava as folhas abertas sobre uma escrivaninha (não era aconselhável mantê-las enroladas, pois as fitas poderiam assumir a curvatura e se deslocar ao reabrir as folhas).
Imagine a surpresa ao chegar à empresa pela manhã, e encontrar literalmente uma poça d’água sobre meus preciosos desenhos… Havia chovido durante a noite e havia uma goteira no teto, exatamente sobre esta escrivaninha. Felizmente foi possível restaurar as áreas danificadas, mas o susto foi grande.

 

Espero que tenham apreciado esta entrevista exclusiva com o sr. Claudio Richter. Abaixo segue o link para download do material exclusivo que ele disponibilizou, contendo esquemáticos e desenhos da época.

Esquemas Codimex CD-6809

Abs,
Daniel

Publicado em Notícias, TRS Color | Tags , , , | Comentários fechados em Entrevista: Claudio Richter

Disk Drive e Interface Codimex para o CD-6809

Pessoal,

Hoje venho mais uma vez mostrar a restauração de um item raro da linha TRS Color nacional: a interface e drive originais fabricados pela Codimex, empresa do Rio Grande do Sul e pioneira na fabricação de micros da linha Color Computer no Brasil.

História:

Tudo começou quando meu amigo, o Professor Luis Fernando Garcia, resolveu me enviar de presente este item raro fabricado pela Codimex. Eu já conhecia essa raridade através de fotos já postadas nos grupos de retrocomputação, porém nunca tinha visto “ao vivo” um desses antes.

Depois de mais de um mês passeando pelas entranhas do Correio carioca, o pacote acabou  chegando as minhas mãos. Ufa!

Interface de disco da Codimex

Drive original Codimex

Tampa original da interface e com bastante ferrugem.

 

Restauração:

  • Interface:

Uma das partes mais importantes de qualquer restauração começa com a cópia de quaisquer dados armazenados no dispositivo, neste caso da ROM contendo o Disk BASIC original usado na interface e que veio gravado em uma EPROM 2764. Penei um pouco para extrair esses dados pois a EPROM estava bastante oxidada e apresentava mau contato quando plugada no meu gravador de EPROM. Necessitei plugar a mesma em um soquete torneado, para então enfim conseguir extrair seu conteúdo com sucesso. Para quem quiser experimentar em algum emulador, ou mesmo regravar em outra EPROM para uso em alguma interface, segue AQUI o arquivo para download.

Um detalhe importante sobre essa controladora, é que pelo design e disposição dos componentes na placa, a mesma é idêntica a controladora JFD-COCO fabricada na época pela J&M nos EUA.

Interface foi totalmente lavada e a EPROM removida para a extração do Disk Basic.

Depois da interface ter sido remontada com a EPROM e colocada no Codimex, foi plugar e funcionar.

 

  • Drive de Disco:

O drive estava bastante empoeirado internamente, a correia já não possuia mais tensão suficiente para tracionar o disquete e todo o conjunto estava funcionando mal, não sendo possível sequer formatar um disquete. Após a troca da correia por uma nova e uma completa limpeza e lubrificação interna, com óleo singer, o drive voltou a vida e a funcionar perfeitamente.

O drive original com bastante oxidação na parte exposta da grelha superior.

Bastante poeira na parte interna da fonte.

A correia original estava sem tensão suficiente e teria que ser substituída.

Aqui a fonte do drive já removida e totalmente limpa.

O modelo do drive é um TEAC FD-50A fabricado no Japão.

Aqui o drive já funcionando perfeitamente.

Disk Drive totalmente pronto e com a tampa repintada para combinar com a interface e o próprio Codimex.

 

  • Tampa da Interface:

O ponto mais crítico desta restauração seria sem dúvida a reforma da tampa da caixa da interface e que estava severamente comprometida por ferrugem.

Tampa da interface e com bastante ferrugem.

Após a remoção da camada de tinta “solta”, vejam o que estava escondido por baixo.

Aqui a tampa e peças do drive já completamente lixadas e prontas para a funilaria.

Além da oxidação, o pessoal na Codimex parece que copiou exatamente as mesmas medidas da caixa original da interface da J&M americana (que provavelmente serviu de base para esta), contudo algumas medidas na furação da tampa estavam incorretas e não permitiam o correto encaixe no micro. Necessitei então refazer a furação para “bater” certo com a caixa original. Os furos originais foram selados com massa plástica.

Tampa já com furação nova e os furos antigos foram vedados com massa plástica.

O maior desafio, contudo, tratava-se da transferência da serigrafia original que existia na tampa. Para isso realizei a digitalização da tampa e utilizando Photoshop, recriei todo o desenho sobre o original (overlay), inclusive utilizando as mesmas fontes usadas na época pela Codimex.

Resultado recriado no Photoshop da serigrafia original.

Modelo recriado no Photoshop através da serigrafia original.

A próxima ação seria arrumar uma forma de transferir esse novo desenho para a tampa. Após várias visitas em um gráfica próxima, não consegui sucesso transferindo a mesma para um Vinil, devido ao tamanho diminuto das letras.

Sem muita alternativa, resolvi apelar para a ajuda do amigo Victor Trucco e sua Laser CNC que fez o desenho em papel etiqueta comum. Assim já daria para colocar uma máscara por cima da tampa e pintar as letras e desenhos vazados.

Laser CNC desenhando em papel etiqueta a máscara final.

Detalhe do papel já devidamente “cortado” pelo Laser.

Bagunça em casa: pintando a tampa da interface na minha área de serviço.

Máscara já aplicada a tampa e devidamente isolada para a pintura.

Tampa já totalmente repintada e pronta!

Deu trabalho mas ficou bom!

Devidamente pronta para uso.

Já plugada no Codimex.

Devido ao peso da unidade, o pessoal da Codimex projetou essas pequenas abas de forma que a interface fique fixa no corpo do Codimex.

Aqui finalmente o conjunto todo completo e funcional.

 

Abaixo segue uma pequena demonstração da interface já completamente funcional. Quem desejar ver as demais fotos da restauração, segue aqui o link para o meu álbum no Picasa.

 

Espero que tenham apreciado o artigo e até a próxima!

Abs,
Daniel

 

Publicado em TRS Color | Tags , , | 1 Comentário

O início da era TRS Color no Brasil

Pessoal,

Acredito que este texto não traga novidade para ninguém já que é notícia velha, pois desde o ano passado estou devendo este artigo falando sobre o micro que deu origem a linha TRS Color no Brasil.

A história:

Pois bem, em meados de março de 2015 recebi uma mensagem do Sr. Davi Menda (Sócio-fundador da Codimex) informando que por motivos pessoais estaria se desfazendo do protótipo original do Codimex CD-6809 e que ele havia guardado desde a época do fechamento da empresa. Bem, eu mesmo já possuia um Codimex CD-6809 (mostrado neste artigo aqui), porém este não seria um Codimex qualquer mas sim o protótipo original do micro que deu origem a linha TRS Color no Brasil, o primeiro fabricado em nosso solo. Isso para mim, colecionador da linha TRS Color, seria uma peça histórica valiosíssima além de representar a “cereja do bolo” na minha coleção. Bom, como o Sr. Davi residia em Porto Alegre, solicitei ajuda do meu amigo Prof. Luis Fernando Fortes Garcia para pegar em mãos tão valioso item.

Prof. Luis Garcia recebendo o micro das mãos do Sr. Davi Menda

O protótipo do Codimex no estado em que chegou na minha casa.

Além do computador em si, o Sr. Davi também fez o favor de enviar TODO o material que ele possuia da época em que a Codimex ainda era ativa no mercado. Isso incluia recortes de jornal com propagandas da época, o projeto original do CD-6809 conforme foi apresentado a SEI durante sua homologação, boletins informativos da Codimex, folhetos promocionais, etc.

Nota de lançamento do micro no jornal Zero Hora em 1 de maio de 1983.

Anúncios de jornais da época.

Todos os Boletins informativos feitos pela Codimex na época.

Projeto encadernado que foi entregue para apreciação da Secretaria Especial de Informática (SEI).

Obs.: Todos os documentos enviados pelo Sr. Davi foram digitalizados por mim e estão disponíveis para download na seção “links úteis” no final deste artigo.

O estado:

Como já avisado previamente pelo Sr. Davi, o micro estava em um estado de conservação não muito bom devido a exposição a humidade onde o mesmo havia sido guardado nos últimos 30 anos.

Placa com bastante oxidação e vários componentes literalmente “podres”..

Todos os parafusos estavam muito oxidados e precisavam ser substituídos.

Diferentemente dos modelos de produção, o protótipo veio com uma placa para geração de video composto.

Um 74LS74 literalmente podre de ferrugem.

Teclado Digiponto já devidamente desmontado para o banho. :-)

 

Reparo e restauração:

Tudo começa com o já tradicional banho no tanque de casa e com direito a muito sabão de coco. 😀

Aqui tudo já devidamente lavado.

Começando a restauração e olha o estado encaroçado do capacitor original.

Placa do protótipo e sem nenhuma marca de revisão, indicando que é a primeira mesmo.

Após a lavagem dá para ver o estado real de alguns componentes. Esse é o soquete do 74LS74 mostrado anteriormente.

Aqui o LS74 já substituído por um CI e soquete novos.

Aqui o VDG 6847 comido pela oxidação.

Soquete do 6847 também destruído por ferrugem.

Soquete já devidamente substituído por um novo.

As EPROMs originais estavam literamente se desfazendo. Tive que limar a lateral do CI com a Dremel para poder soldar esse pino aí. Pelo menos consegui com sucesso extrair a ROM original do micro. :-)

Todos os capacitores da fonte trocados.

Remontada a placa AV e colocado novos cabos de audio e video pois os antigos estavam se desfazendo.

Trocada a chave liga/desl e a chave de seleção de tensão (110/220), pois ambas não funcionavam mais devido a oxidação.

A chave liga/desl original era um botão de pressão com dois estágios, porém não achei pra comprar em lugar nenhum do universo. Acabei colocando essa chave padrão.

Trocado também o botão de RESET e a chave de video reverso.

As EPROMs foram ambas trocadas, incluido seus soquetes.

As duas PIAs (6821) estavam com problemas e também tiveram que ser trocadas.

Um dos CIs de memória estava problemático e também troquei.

Trocado também os conectores DIN dos Joysticks que estavam cheios de oxidação.

Placa toda pronta e recuperada.

RISE FROM YOUR GRAVE!!!

Aqui já todo remontado e funcional.

Todos os componentes que foram substituídos no micro.

 

Conclusão:

Foi um grande prazer pessoal recuperar este item histórico da informática nacional e agradeço muitíssimo ao Sr. Davi por essa oportunidade.

O protótipo já foi devidamente apresentado ao grande público no último evento do Clube Color Rio que foi realizado no dia 11 de abril de 2015. Seguem algumas fotos do evento.

O protótipo (canto superior esquerdo) dividindo a mesa com outros ícones da linha TRS Color nacional.

Aqui o pessoal se acabando no Galagon jogando no protótipo. :-D

 

Links úteis:

Segue abaixo o meu álbum com todas as fotos do protótipo assim como todo o material que foi digitalizado. Um agradecimento especial ao amigo Leonardo Roman do site Datassete.org por manter e disponibilizar um espaço próprio para compartilhamento desse rico material!

UPDATE: Thanks to Paulo Garcia from our Facebook group, we had this article translated to English. It’s available on the link bellow.

The dawn of the CoCo clones in Brazil

Espero que tenham gostado do artigo e até a próxima.

Abs
Daniel

Publicado em TRS Color | Tags , , | 1 Comentário

Capacitores vazando, um dos piores inimigos do Amiga!

Quem tem um Commodore Amiga ou conhece quem tenha, muito provavelmente já ouviu a famosa pergunta: “Já trocou os capacitores?” E posso te garantir, por experiência própria, que isso é muito mais importante do que muitos imaginam ou acreditam!

Eu não vou entrar no mérito e nem tentar explicar (até por que essa não é a minha praia) o que é ou como funciona um capacitor eletrolítico, esse não é o objetivo, mas deixarei alguns links sobre o assunto no final do artigo.

Embora o capacitor eletrolítico seja um componente que mereça atenção em qualquer equipamento mais antigo, o problema de vazamento acontece nos modelos de Amiga que utilizam capacitores SMD, ou seja, o A600, A1200, A4000 (incluindo o torre) e o CD32. Isso não quer dizer que os capacitores dos outros modelos não precisem ser checados e até substituídos, mas o índice de problemas é bem menor e nem se compara com o estrago causado pelo vazamento do ácido do capacitor SMD.

Nos A2000, A3000 e no A4000 existe o problema de vazamento do ácido da bateria, que é tão ruim quanto o vazamento dos capacitores, com efeitos colaterais parecidos e precisam de atenção. Se você ainda tem a bateria original em um desses modelos, retire-a ontem! Infelizmente, se a bateria ainda for a original, a chance dela já ter vazado é bem grande…

Eu pensei em escrever esse artigo durante uma limpeza e organização de arquivos. Encontrei algumas fotos de uma placa de A600 que eu recuperei depois de alguns capacitores vazados.

Esse caso me fez lembrar o motivo pelo qual eu parei de fazer essas coisas… Foi bem trabalhoso! E um pequeno detalhe. O micro funcionava antes da substituição dos capacitores, depois de tudo limpo, isolado e montado ele não ligava mais… ou melhor, ligava mas não dava imagem. Provavelmente ele pararia de funcionar dentro de algum tempo, mas nada pior que o micro chegar funcionando e depois do reparo que deveria deixá-lo em ordem, ele ficar pior! :-/

Eu já havia refeito algumas trilhas e “by-passado” algumas ilhas, mas havia mais uma trilha perdida. Com essa trilha refeita o micro ligou e passou a funcionar normalmente, exceto pelo som. Um dos canais tocava muito baixo.

Depois de bolar uma espécie de estetoscópio (forcei hein!?) e literalmente procurar pelo som, encontrei o motivo. Era mais uma vítima do ácido… o CI amplificador de som também tinha ido pro espaço…

No final, placa salva e mais um Amiga de volta a ativa. Nem sempre a coisa funciona assim, já peguei placas em estado lastimável e que não valia sequer o esforço pra tentar recuperá-la, tamanho o estrago feito pelo vazamento do ácido.

Vamos às imagens, mas não se esqueça: Com ácido de capacitor SMD não se brinca! 😉 Trate de trocar os capacitores ou leve para um técnico de confiança fazê-lo (alou Trucco!)

IMG_3494 (640x480)

Oba! Legal! Parece que os capacitores estão perfeitos!

Tem um ali com uma corzinha esquisita... mas parece que tá legal!

Tem um ali com uma corzinha esquisita, mas parece Ok!

Ops! :-O

Ops! :-O

Eita!!!!

Eita!!!! Uma poça!!!!

IMG_3444 (640x480)

Ah… mas aqui tá tudo bem… espero!

Putz!

Putz! Plaquinha, fala comigo! :-(

IMG_3453 (640x480)

Lá se foram ilhas e trilhas… :-/

IMG_3454 (640x480)

Limpa tudo, retira o ácido raspando a trilha e depois cobre com verniz!

Aparentemente tudo bem...

Aparentemente tudo bem…

Ah não...

Ah não…

Santa paciência Batman!

Santa paciência Batman!

Já trocou o capacitor do seu Amiga? O que você está esperando?

Links:

https://www.google.com.br/search?q=capacitores+eletroliticos+smd&rlz=1C1GIWA_enBR640BR640&espv=2&biw=1680&bih=925&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwjHuqu719LKAhXIGZAKHY8VDyYQsAQIPQ

http://www.hardware.com.br/termos/capacitor-eletrolitico

http://www.victortrucco.com/Commodore/CapacitoresAmiga/CapacitoresAmiga

Publicado em Amiga | Tags , , , , , , , , | Comentários fechados em Capacitores vazando, um dos piores inimigos do Amiga!

Let´s Play: clickBOOM

clickBOOM?! Como assim?! Que jogo é esse?!

clickBOOM, como ela mesma se descreve, é uma empresa global de design e foi responsável por portar jogos como Quake e Myst para o Commodore AMIGA nos anos 90. Foi ela também a responsável por jogos como Napalm, T-Zer0, Capital Punishment entre outros.

Então nesse “episódio” de Let´s Play, selecionamos alguns jogos da clickBOOM para apresentar e como uma imagem vale mais do que mil palavras, hora de curtir alguns vídeos selecionados do YouTube!

Começando com o T-Zer0: Shot’n’up com bons gráficos e música tocada direto do CD.

 

Napalm é um jogo de estratégia no “estilo” Age of Empires.

 

Myst, famoso “adventure” de PC,  portado para o Amiga.

 

Nightlong é um adventure com atmosfera futurística.

 

E aí?! Let´s Play?!

Publicado em Amiga | Tags , , , , , , , , , | Comentários fechados em Let´s Play: clickBOOM

Codimex CD-6809: A tríade agora está completa!

Pessoal,

Finalmente tenho o prazer de comunicar que agora completei a minha coleção de Color Computers nacionais com a recente aquisição do último que faltava, o Codimex CD-6809. Assim, a tríade dos raros clones nacionais de TRS Color está completa. 😀

A tríade está completa! :-D

A história…

O CD-6809 foi o primeiro dos clones de TRS Color fabricados aqui no Brasil, mais especificamente em Porto Alegre-RS. Ele é baseado no esquema original do TRS-80 Color Computer da Tandy. Para quem quiser maiores informações sobre a história desse micro e da própria empresa Codimex, deixo aqui o link para a excelente entrevista que eu fiz para a revista Jogos80 com o Sr. Davi Menda, sócio-fundador e idealizador da Codimex.

Codimex CD-6809

A história da compra desse micro foi um tanto quanto inusitada. Um belo dia, por volta de 1:30 da madrugada, estou devidamente acomodado e dormindo o sono dos justos quando meu celular começa a tocar desesperadamente. No quarto toque, eu já p*** da vida com o desalmado que estaria me ligando a tal hora, pego no celular e vejo que é o meu amigo coconauta Juan Castro. Nesse momento, já atendo o telefone preparado para dar uma voadora via embratel no indivíduo, porém ele não me dá nem tempo de falar e GRITA: TEM UM CODIMEX NO ML!!!
O meu cérebro assimilou isso de forma atordoante e eu saí correndo para ligar o computador e comprar. Deixo aqui meus agradecimentos ao meu amigo Juan por me avisar de tão precioso micro.

Por coincidência, esse Codimex chegou lá em casa no mesmo dia da chegada de outro Codimex, do amigo Luis Fernando Garcia, que enviou o seu micro para reparo.

Dois Codimex juntos. Taí outra cena rara!

Mãos a obra…

Aproveitando que eu tinha dois Codimex em mãos e visto que pouca ou nenhuma informação se tem sobre o mesmo, resolvi fazer este artigo cobrindo a reparação de ambos os micros.

Começamos então pelo micro do meu amigo de PoA, o Luis Garcia, no qual estava com vários reed switches do teclado devidamente mortos e o RF também só apresentava imagem em preto e branco e sem som.

Micro do Luis Garcia na mesa de operação. :-)

Imagem no RF só em B&W e sem som.

Placa do Codimex. Pela disposição dos componentes, percebe-se que o esquema foi baseado na placa revisão “E” dos CoCo1 originais.

Essa é a placa versão 1.2 da Codimex.

Capacitores da fonte. Tem um de 10000uF que parece até uma granada de mão!

Ambos os micros vieram com esses 741 da Texas e que não funcionam com Drivewire. Os CP-400 também vinham com esses instalados e é por isso que o pessoal reclama que por vezes o DW não funciona com alguns deles.

Esse Codimex já veio com 64Kb (8 CIs 4164) , porém como a placa é baseada no esquema da placa revisão “E” da Tandy, apenas 32Kb ficam disponíveis para uso.

O motivo de não ter som. A bobina que deveria estar ali em L5 foi arrancada.

Tentei ainda ajustar o RF, porém sem muito sucesso. Continuava preto e branco.

O teclado estava com cerca de 15 reeds mortos. O antigo dono havia soldado um teclado auxiliar para usar as teclas mortas! Santa gambiarra Batman!

O teclado é o modelo CM-05 da Digiponto, conhecida fabricante de teclados profissionais da época.

 

Visto a situação do micro, vamos aos reparos e melhorias. :-)

Uma das trilhas do teclado estava interrompida e colocaram um fio de chuveiro para contornar. Retirei aquela porcaria e coloquei esse pequeno jump no lugar da parte defeituosa.

Nesta foto já trocado alguns reeds e a maior parte das gambiarras retiradas.

Tendo em vista que o RF estava morto mesmo, foi construída a plaquinha com circuito de video composto.

Aí já devidamente encaixada no micro.

O cristal original PAL-M também teve que ser trocado para o NTSC. Não daria para manter o cristal, pois o esquema de transcodificação do Codimex para PAL-M é feito depois que o sinal sai do modulador 1372.

Imagem já no video composto e colorida. Viva! :-)

Micro do Luis já completamente montado e pronto. :-)

 

Terminada a reforma do Codimex do Luis, vamos agora ao meu Codimex. :-)

 

Agora vamos ao P0rn do meu Codimex. :-)

Nr. de série 32/0077. Imagino que seja a septuagésima sétima unidade produzida do modelo de 32K.

Placa removida e tem bastante diferenças para a placa do outro Codimex.

Versão de placa 1.3, diferente da do Luis.

Pra começar essa parece mais caprichada em termos de acabamento. Colocaram um barra de pinos em 90º para a saída de slot ao invés de só soldar o flat diretamente na placa como no micro do Luis.

Pra começar essa placa já vem com jumpeamento para trocar o tipo de memórias utilizadas entre cis 4116 e 4164. Apesar de poder usar as 4164 completando 64Kb, apenas 32Kb ficam disponíveis para uso na máquina.

Aí esta, 32Kb devidamente instalados com 16 cis 4116 trepadinhos. :-)

 

Bom, visto a situação vamos as melhorias. :-)

Primeiramente, tive que deixar o micro usável realizando o mod abaixo para deixá-lo com 64Kb de RAM. Com 32Kb tem muita coisa que não roda, incluindo os OS-9 e alguns jogos como DragonFire, The Sailor (Popeye), Outhouse e outros.

Seguem os passos para expandir dos originais 32Kb para 64Kb (somente para modelos com placa revisão 1.3):

1) Primeiramente, se o micro ainda estiver utilizando memórias 4116, como no meu caso, deveremos primeiro colocar os jumpers nas posições corretas para instalar as memórias 4164. Jumper CN13 deverá estar fechado no pino a direita. Jumper CN14 deverá fechar o pino inferior. CN15 deverá estar fechado no pino superior. Com esses passos vc garante que o micro poderá usar as 4164 no lugar das 4116.

2) Agora, coloque o jumper CN16, existente entre as duas PIAs, fechado na parte superior. Ao lado direito da SAM (6883) existe o ponto R55, neste deverá ser colocado um resistor de 33R ou simplesmente fechado com um jump. Isso habilitará a seleção dos 32Kb no Codimex usando as 4164.

Agora vamos ao processo para habilitar os 64Kb:

3) Primeiramente, erga os pinos 4, 5 e 6 do CI U8 (74LS02), depois erga o pino 5 do CI U22 (74Ls138). Os CIs nesse micro são todos soquetados, logo levantar esses pinos não deve ser problema.

4) Agora, solde o pino 4 do U8 com o pino 5 do U22. Depois solde o pino 6 de U8 com o pino 8 do mesmo integrado. Na sequência, solde um fio do pino 5 do U8 até o ponto de teste P9 que fica a direita do processador 6809. Este ponto de teste liga diretamente ao pino 32 da CPU. Para melhor conferência, vai o esquema abaixo.

Codimex - 32K para 64K

Olha aí toda a modificação completada. Essa tive que procurar nos pergaminhos esquecidos do conhecimento CoCoísta. :-)

Agora sim, 64Kb na cabeça! :-D

Aproveitando, troquei logo o 741 da Texas por um CA3140. Agora já posso usar o Drivewire em velocidade de CoCo2. :-)

Por falar em porta serial a Codimex resolveu adotar um plugue DIN5 para a porta serial de seu micro, diferentemente do que foi feito pela LZ no Color 64 e pela Prológica no CP-400 e que utilizavam o plugue DIN4 no mesmo padrão usado pela Tandy nos CoCos. Abaixo segue a pinagem da serial do Codimex.

Codimex Serial DIN5

Pinagem do conector serial do Codimex

Outra plaquinha de video composto pronta e já instalada.

Esse teclado teve 20 reeds trocados!

Todos os capacitores trocados, incluindo os grandões da fonte. Como não existe mais para venda eletrolítico axial dos grandes, tive que adaptar um radial para o papel. :-)

Instalado um jack P2 fêmea para saída de audio, através da grelha de ventilação por baixo da máquina. Ou vocês acham que eu iria furar o gabinete de um Codimex? :-)

Olha aí a criança já limpa e pronta para uso. :-D

Agora sim, DragonFire! :-D

E como não podia deixar de ser, Outhouse! :-)

 

Conclusão…

Após essa “esmiuçada” em ambos os Codimex, posso afirmar que claramente se trata de um produto profissional para época. Placa de excelente qualidade, gabinete de fibra robusto capaz de aguentar qualquer tipo de punição e completando, o teclado Digiponto que é referência e foi também utilizado em outro Color já visto aqui, o LZ Color 64.

O único ponto “negativo”, se é que pode ser chamado assim, é ser expansível somente até 32Kb.  Tendo em vista que os CoCo2 só começaram a sair em meados de 83 e sendo o projeto do Codimex de meados de 82, explica-se assim eles terem pego o esquema do CoCo1 rev. “E” para clonar. Contudo, não sei dizer se a Codimex chegou a fabricar outra revisão de placa onde seria possível expandir até 64Kb.

No mais, trata-se de um clone do CoCo1 que traz todo o funcionamento do original da Tandy, porém num tratamento bem mais profissional.

Resultado da brincadeira. Todos os componentes que foram trocados nos dois micros.

 

EDIT:  Ficou faltando as ROMs que eu já havia extraído de ambos os micros, e sim, elas são diferentes (mesmo que só no label). O Color BASIC do Codimex é Color BASIC 1.1 da Tandy, e o Extended BASIC é a versão 1.0 da Tandy.

Codimex ROMs

Para quem ainda tem curiosidade, aqui seguem todas as fotos do meu álbum no Picasa.

Espero que tenham gostado do artigo e até a próxima!

Abs,
Daniel

Publicado em TRS Color | Tags , | 14 Comentários

MiniIDE: Tudo que você precisa saber para usar!

Após o primeiro artigo introdutório sobre a MiniIDE, vamos agora mostrar como configurar, instalar e usar a nova interface para o Color.

MiniIDE

 

1) LED e Jumpers

A nova interface possui apenas um led indicador e que serve tanto para indicar que a interface está ligada e funcional (led aceso) como também para mostrar atividade de leitura ou gravação (led piscando).

LED

A MiniIDE possui também 4 jumpers na placa para configurações específicas. O primeiro é o jumper para seleção dos endereços de hardware $FF70 ou $FF50. Na primeira revisão da Glenside IDE (mostrada no artigo anterior) usava-se apenas o endereço $FF70, porém foi descoberto que este endereço conflitava com o endereço da interface Multipak da Tandy, logo foi criada uma nova revisão da placa com um jumper para setar também para o endereço $FF50 de forma a não conflitar com a MPI. Na MiniIDE, este jumper virá configurado por padrão para o endereço $FF50 pois a ROM utilizada na interface já vem configurada para este endereço.

Jumper para seleção de endereço.

Jumper para seleção de endereço.

Em uma das extremidades da placa existe um conjunto de 3 jumpers (imagem abaixo). JP1 serve para selecionar a função CART, ou seja, caso este jumper esteja fechado a IDE poderá ser usada como um simples cartucho de programa (desde que substituída a EPROM original). A EPROM usada na MiniIDE é uma 27C256 e que permite até 32Kb de dados. A ROM padrão do HDB-DOS é de apenas 8Kb, ou seja, ficaram sobrando 24Kb. Para não desperdiçar este espaço resolvemos colocar além do HDB-DOS LBA próprio da IDE, colocar também as versões de ROM do HDB-DOS para uso com o Drivewire (programa para PC de emulação de drives para Color e que é utilizado através de ligação pela porta serial), assim quem ainda não tiver disponível um drive IDE, adaptador IDE-CF, etc. sempre poderá utilizar a MiniIDE como um simples cartucho de conexão para o Drivewire. Segue aqui o link para o site oficial do Drivewire 4.

Em resumo, JP2 fechado seleciona para carregamento inicial a ROM do DW específica para utilização com um CoCo1 (ou CP-400, Color 64), JP3 fechado seleciona a ROM para CoCo2 (ou MX-1600), no caso de ambos JP2 como JP3 estarem fechados, a ROM para CoCo3 é selecionada.

JP1 fechado - Seleção CART JP2 fechado - ROM DW para CoCo1 JP3 fechado - ROM DW para CoCo2 JP2 e JP3 fechados - ROM DW para CoCo3

JP1 fechado – Seleção CART
JP2 fechado – ROM DW para CoCo1
JP3 fechado – ROM DW para CoCo2
JP2 e JP3 fechados – ROM DW para CoCo3

 

2) Preparação do CF/SD

 Como falei no último artigo, já existe uma imagem para uso em CF/SD pronta, e com tudo o que há de melhor para a plataforma. Sendo assim, vou exemplificar agora os passos para gravar essa imagem em um cartão CF ou SD. O pacote contendo a imagem propriamente dita e um arquivo de texto descrevendo o conteúdo da mesma, pode ser baixado aqui.

Primeiramente será necessário arrumar um CF ou SD de 512Mb ou maior. Em seguida, deve-se conectá-lo a um PC utilizando um adaptador USB para cartões desses que existem por aí a venda em qualquer esquina. No caso de SD, a maioria dos laptops mais novos já possuem leitor para eles.

Na sequência deverá ser baixado o utilitário Win32 Disk Imager, pois com ele será possível escrever a imagem para o CF/SD utilizando um PC com Windows.

Instale então o programa no seu PC e siga os passos a seguir:

Win32_1

1 – Verifique se a letra indicada corresponde ao CF ou SD montado no seu sistema.
2 – Selecione o arquivo com a imagem.
3 – Clique em “Write” para começar a escrever a imagem no cartão.

Win32_2

Clique em “Yes” para confirmar a gravação da imagem no cartão.

Win32_3

Aguarde alguns minutos para que a imagem seja totalmente gravada no SD ou CF escolhido.

 

3) Montagem do CF/SD na MiniIDE

 Para a montagem do CF ou SD eu recomendo o uso dos adaptadores abaixo, pois esses foram testados e posso assegurar que funcionam perfeito. Não quero dizer com isso que outros modelos de adaptador não funcionem, mas que somente não foram testados.

Adaptadores CF e SD recomendados.

No caso do adaptador SD em específico, existe um aviso importante e que todos que forem utilizá-lo deverão seguir para não terem problemas. Como visto na foto abaixo, a parte metálica do adaptador SD fica praticamente encostado nos contatos de alguns CIs na placa da MiniIDE.

Adaptador SD praticamente encosta na MiniIDE.

Visto isso, recomendo fortemente a quem for utilizar um adaptador SD similar, que proteja a parte metálica do adaptador com algum material isolante. Eu aqui utilizei fita isolante comum para evitar qualquer contato com a MiniIDE.

Fita isolante protegendo a parte metálica do adaptador SD.

No caso do adaptador CF recomendado, não existe tal problema pois ele fica bem distante da placa MiniIDE e nesse caso nenhuma ação é necessária.

Após essas medidas de segurança, basta colocar o CF/SD previamente criados no passo 2 e usar.

4) Usando a MiniIDE

Agora vou explicar brevemente o uso básico da MiniIDE com a imagem disponibilizada e que é criação do amigo Felipe Antoniosi (Retro Canada).

Após o boot, aparecerá a seguinte tela mostrando as opções de inicialização e o contador regressivo que iniciará um dos NitrOS-9 disponíveis (de acordo com a máquina em que está sendo carregado) caso nada seja escolhido.

Menu de boot da MiniIDE

Breve descrição das opções de inicialização:

1- Carrega a versão original do OS-9 Level 1 para o Color Computer que foi criado pelo Microware e distribuído pela Tandy.
2- Carrega a versão do Nitros-9 para o Color Computer 2 (Esse é o carregamento padrão para o CP-400 caso nenhuma opção seja escolhida).
3- Versão especial do Nitros-9 L1 feita para rodar exclusivamente nos CoCo2B, que possuem suporte a letras minúsculas.
4- Carrega a versão do Nitros-9 Level 2 para o CoCo3.
5- Versão do Nitros-9 L2 especificamente feita para rodar nos CoCo3 usando o processador Hitachi 6309.
6- Carrega o Nitros-9 L1 com suporte para a utilização da placa Wordpak, feita pelo Felipe Antoniosi.
H- Esta opção apenas carrega o HDB-DOS simples (BASIC).
R- Acerta a paleta de cores do CoCo3 para a saída RGB.
C- Acerta a paleta de cores do CoCo3 para a saída em video composto.
S- Carrega o loader Sidekick usado para carregar os programas/jogos nas partições de disco.
W- Carrega o programa Wired, usado para transferir imagens de disco (DSKs) entre a MiniIDE e o Drivewire.
D- Usado para carregar o Drivewire na SuperIDE da Cloud-9 (não utilizado na MiniIDE)
T- Essa opção ativa ou desativa o modo Turbo (2Mhz) no CoCo3.

Não vou me aprofundar aqui na utilização do OS-9/Nitros-9. Quem estiver interessado em explorar esse excelente S.O., sugiro a leitura da documentação sobre o mesmo aqui.

4.1 – Sidekick

Fundamentalmente a imagem preparada tem seu conteúdo  dividido entre partições OS-9/Nitros-9 e partições HDB-DOS. Essas partições HDB-DOS tem o mesmo tamanho dos disquetes originais utilizados no Color, e o HDB-DOS em si pode trabalhar com até 254 partições. Dito isto, a forma simples no HDB-DOS para se navegar entre as partições é digitar DRIVE #, onde # seria o número específico da partição a ser acessada. Pensando numa forma mais fácil de se navegar e executar programas entre as várias partições, o Felipe Antoniosi bolou um programinha, o Sidekick.

Sidekick

Esse programa permite, de forma simples, buscar programas pelo nome (teclando F) ou simplesmente digitando diretamente o número do drive desejado (Uma lista completa dos programas contidos nas partições HDB-DOS pode ser encontrado no arquivo TXT que acompanha o pacote da imagem).

Na janela da esquerda estão os drives (partições) e na janela da direita o conteúdo do drive selecionado no momento.

Para realizar uma busca por algum arquivo específico, basta teclar F e em seguida digitar o nome do arquivo desejado.

Após localizar o arquivo desejado, basta pressionar a tecla Enter para executar o mesmo, seja ele um arquivo em BASIC (.BAS) ou Binário (.BIN).

 

  4.2 – Wired

O Wired é outro programa criado pelo Felipe e que permite a cópia de imagens de disco (DSKs) inteiras para as partições do HDB-DOS e vice-versa utilizando o Drivewire. Ou seja, é uma forma prática de transferir arquivos entre a MiniIDE e um PC com Drivewire instalado.

Para realizar a transferência entre o Color e o PC, deverá já se ter toda estrutura do Drivewire montada (cabo serial de comunicação entre o Color e o PC, instalação do Drivewire no PC, configuração, etc.). Não irei aprofundar aqui nas características e funcionamento do Drivewire, quem quiser saber mais tem toda documentação aqui.

Após o carregamento, escolha o modelo do seu Color. (CP-400 é equivalente ao CoCo1)

Agora basta escolher o sentido da transferência. A opção “D” transfere a imagem carregada no PC para um drive da MiniIDE. A opção “H” transfere o contúdo de um drive da MiniIDE para uma imagem no PC.

Aqui, usando a opção “D”, o “source drive” é o drive 0 do DW no PC e o “target drive” é uma das partições do HDB-DOS na MiniIDE.

 

5) Conclusão

Espero que este tutorial seja útil a quem estiver desbravando esse mundo novo que a MiniIDE está trazendo para o CP-400 e para os outros Color nacionais.

Fiquem a vontade de sugerir qualquer melhoria ou correção neste documento. Para quem ainda assim estiver com dúvidas ou interessado em dicas para um uso mais “avançado” da MiniIDE, sugiro se inscrever nos dois canais relacionados ao assunto TRS Color no Brasil:

Clube Color Brasil no Facebook

Lista de discussão para CP-400 e CoCo3 no Google Groups

Grande abraço a todos!

Abs,
Daniel

 

Publicado em TRS Color | Tags , , , , , , , , | 4 Comentários