Retorno às origens – TK2000 MICRODIGITAL

UM POUCO DE HISTÓRIA 

Novamente retorno as minhas origens, dessa vez com o TK2000, meu primeiro micro, que ganhei em 1984 e marcou o início do meu contato com a informática. 
 
Confesso que perturbei meu pai, falado de computadores por quase um ano, pedia quase todo fim de semana que me levasse na Tele Rio, Mesbla, Ponto Frio e onde mais tivesse computadores nas vitrines ou em mostruários das lojas. 
 
Finalmente o dia chegou, seria um presente combinado de Natal e aniversário. Sai com meu pai em um sábado, não lembro o mês, mas seguimos em direção ao shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro e o micro foi comprado na Color Center, loja com forte foco em venda de máquinas fotográficas, filmes e revelações, que também vendia produtos eletrônicos, como som, videogames e computadores. 

O FABRICANTE   

Fundada em 1981 pelos irmãos George Kovari, Thomas Kovari  e um terceiro sócio, que se mantem anônimo, a Microdigital Eletrônica Ltda foi uma das principais fabricantes de computadores pessoais durante os anos 1980. Beneficiada pela reserva de mercado imposta pelo governo militar, que tinha como meta desenvolver tecnologia no Brasil. 

A Microdigital lançou diversos produtos que ficaram muito conhecidos, como os TK80 e TK82 (clones do Sinclair ZX80), TK82C, TK83 e TK85 (Clones do Sinclair ZX81), TK90X e TK95 (clones do ZX Spectrum, também fabricado pela Sinclair), TK2000 (Apple Compatível), TK3000 IIe e TK3000 IIe  Compact (clones dos Apple IIe) e TK EXended (Versão do PC XT). A sigla TK, foi utilizada em quase todos os produtos e seu significado já é bastante conhecido, refere-se as iniciais do Thomas Kovari. 

APRESENTAÇÃO

O TK2000 foi apresentado ao público na 3ª feira Internacional de Informática, em outubro de 1983 no Parque Anhembi, em São Paulo. A Microdigital tinha como objetivo disponibilizar um computador pessoal com recursos para aplicações profissionais leves e que tivesse disponível uma boa gama de programas, além possibilidade de lazer com jogos colorido em alta resolução.

COMPATIBILIDADE 

Anunciado como um Apple II compatível, teria disponível programas Apple DOS e Apple II Plus que o tornavam uma boa opção de entrada, entretanto sua compatibilidade era parcial com softwares e hardwares e muitos programas não rodavam ou só funcionavam com adaptações. 

O interpretador de linguagem BASIC era integrado e compatível com o Applesoft BASIC, contudo alguns comandos eram inexistentes ou possuíam comportamento diferente no Apple original. 

Outros pontos de incompatibilidade ocorriam durante acessos direto à memória, devido a forma como ela estava organizada, em função de diferenças em sua ROM e por ter apenas um slot de expansão, podendo ser um limitador para usuários mais profissionais. 

CARACTERÍSTICAS

SOFTWARE RESIDENTE EM ROM


FONTE DE ALIMENTAÇÃO 

ORIGEM DO PROJETO

O TK2000 de fato foi um clone do Micro Professor II (MPF-II), lançado em Taiwan pela Multitech (futura Acer) em 1982 e projetado para ser compatível com o Apple II, porém com uma arquitetura simplificada, suprimindo algumas características do modelo original, com isso tendo uma compatibilidade parcial. 

O design do TK2000 foi inspirado no gabinete do ATARI 1200XL, com diferenças nos conectores laterais e traseiros. 

 LANÇAMENTO 

Oficialmente o lançamento para o mercado foi em 15 de março de 1984, com algumas mudanças visuais na diagramação. A Microdigital obteve com o TK2000 um relativo sucesso de vendas, tornando a máquina uma boa opção de entrada para novos usuários.
 
Imagens de divulgação que saíram nas revistas da época, como a Micro Sistemas, Info, Microhobby, Micro Bits, Micro Mundo, Micro & Vídeo, entre outras. 



 TK 2000 COLOR








 ENTRADAS E SAÍDAS

Saídas de vídeo e entradas de K7 


MAPA DE MEMÓRIA DO TK 2000 

TODAS AS VERSÕES 

Em 1985 a Microdigital lança o TK2000 II com duas novas revisões, uma de 64k e outra com 128K, aumentando mais ainda o foco profissional e com isso ganharia tempo para o lançamento do TK3000 IIe, que vinha sendo desenvolvido pela empresa e seria o primeiro clone do Apple IIe no Brasil.

Os três modelos do TK 2000, TK2000 II 64k e Tk2000 II 128k

 TK 2000 II 64k 

O TK 2000 II 64k e o TK2000 original, basicamente eram a mesa máquina, a Microdigital teria vindo com uma estratégia de marketing informando a ocorrência de aperfeiçoamentos na versão II de 64K, além de mudanças nas inscrições do gabinete.


Entretanto no apêndice G do manual técnico do TK2000 II, existe a seguinte informação sobre diferenças entre as máquinas, com a incorporação de 16k de memória RAM dinâmica:


TK 2000 II 128k

O TK2000 II 128k possuía duas revisões conhecidas: 

  •  A TD112, uma placa de expansão de 64k (baseada na Saturno 128, uma expansão de RAM do Apple II+), conectada a placa mãe padrão usada pelos TK2000 e TK2000 II 64k, obtendo 128k.  
  • E a revisão TD122, com todos os componentes na placa mãe, acabando com adaptação de uma placa satélite. 

TD112 

TD112 

TD122

No apêndice H do manual técnico é possível verificar como está organizado a expansão de memória do TK 2000 II 128k:

INTERFACE DE DISCO

A Microdigital lançou uma interface de disco padrão Apple II, para TK2000 e durante as pesquisas identifiquei duas versões:

TD-0J1

P01-11/4M

SISTEMA OPERACIONAL

Junto com a Interface de disco, foi lançado o sistema operacional TK-DOS 3.3, compatível com o DOS 3.3 do Apple II. O TK-DOS é exclusivo do TK-2000 em função das diferenças de endereços de memória com o Apple. 

Os comandos do TK-DOS são os mesmos do DOS 3.3 do Apple, incluindo qualquer operação nos disquetes padrão DOS 3.3. 
 
Não há comandos no TK-2000 para acessar o slot lateral diretamente como é feito no Apple II através dos comandos PR# e IN#, e para realizar o boot e carregar o sistema TK-DOS, foi introduzido o comando DSK, bastando carregá-lo de disquete com o sistema. 
 
O carregamento do TK-DOS na memória, o aloca em região da segunda página de vídeo ficando impossibilitado de se utilizar o comando MP e acessar a página HGR2, caso a segunda página de vídeo seja acessada, o TK-DOS será corrompido na memória. 
 
Umas informação importante é que o slot lateral do TK-2000 representa o slot 2. 

INTERFACE SERIAL ASSÍNCRONA RS-232C

A Microdigital desenvolveu uma interface serial assíncrona RS-232C, onde podem ser conectados impressora, modem externo ou até comunicar com outra interface serial. A interface é inserida no slot lateral e contém um conector DIN para realizar a conexão com outro equipamento. 

Interface RS232C

JOYSTICKS MICRODIGITAL – TK-STICK 

Foram disponibilizados em duas cores, branco e preto, para serem conectados

na entrada lateral esquerda do gabinete. 
 


FIM DA FABRICAÇÃO

Em 1987 o TK2000 foi descontinuado e alguns motivos podem ser destacados, como não ter uma base de softwares robusta, a maioria de seus programas estavam em fitas cassete, com poucos títulos em disquetes e crescimento de demanda por aplicações que seu sucessor, o TK3000 estava apto a cobrir, principalmente por sua compatibilidade com o Appel II, sem restrições e mais adaptado ao mercado.   

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Modificando um MSX Sakhr AX-370

Introdução

Recentemente recebi, vindo do Egito, um MSX “Kibe” Sakhr AX-370. Ele foi comercializado no Egito (e outros países árabes) com a marca Sakhr Computers, que era de uma empresa do Kuwait de nome Al Alamiah co.

Este modelo em específico foi fabricado no Japão, pela Sanyo, e a placa interna do micro é praticamente a mesma dos modelos Sanyo Wavy70FD e 70FD2. Ele foi lançado como um MSX2, porém internamente ele já é praticamente um MSX2+, inclusive já possuindo um VDP 9958 na placa originalmente.

Abrasileirando…

Algumas coisas me incomodavam neste MSX:

  • A seleção de programas árabes que vinha na ROM original, interferia no carregamento da máquina com outros dispositivos.
  • O micro é original em frequência 50Hz, como os micros europeus e argentinos. Para quem nasceu e cresceu usando um MSX em 60Hz, isso é uma coisa que detona a experiência de uso.
  • Video composto original está em PAL europeu, o que nenhuma das minhas TVs consegue exibir.
  • Este micro tem todas as posições na placa para a instalação da MSX-MUSIC interna (som FM), que vinha de fábrica nos Wavy70FD, porém neste modelo foi removido.
  • O micro deve ter ficado enterrado em alguma tumba egípcia úmida (rs) e estava com bastante oxidação na placa de suporte dos drives.

Tendo estas considerações em vista, resolvi abrasileirar um pouco este micro para que ficasse o mais próximo possível as minhas necessidades de uso.

Alteração de ROM e mudança para 60Hz

Primeira parte das melhorias seria a mudança na ROM do micro para a remoção do conteúdo árabe e também mudança para 60Hz, o que em MSX2/2+ é realizada com alteração na ROM.

Diferentemente do seu irmão japonês, Wavy70FD, este micro possui apenas uma única Mask Rom 23C2001, de 256Kb, com todo o conteúdo do micro. A única opção que havia imaginado, seria conseguir uma EPROM 27C2001, que seria pino compatível com essa Mask ROM original.

Após um tempo, me veio na cabeça que eu tinha uma quantidade considerável de Flash ROMs removidas de placas de PC antigas. Depois de testar algumas, consegui achar uma Flash que é pino compatível com a Mask ROM original, a flash EN29F002N, também de 256Kb. Essa seria perfeita, pois é rapidamente regravável no meu gravador de EPROMs e ideal para os testes que viriam a seguir.

Depois de fazer a extração da ROM original, o desafio seria entender como o arquivo era subdividido internamente, já que qualquer tipo de alteração teria que ser replicada nas mesmas posições. Graças a um usuário, no fórum da MSX.org, que já havia realizado esse serviço, conseguimos então entender como os componentes da BIOS e programas em árabe vieram subdivididos na ROM do micro.

Organização da ROM do AX-370.

O conteúdo em árabe e programas adicionais pouco importavam, mas saber quais posições da ROM dariam acesso a um determinado slot/subslot, isso sim era importante. Ou seja, para incluir novos dados teríamos que manter/criar os espaçamentos vazios no arquivo, preenchendo com FF em um editor Hexa.

50 => 60Hz

Feito isso, chegava a hora de modificar a BIOS para entrar no boot em 60Hz ao invés dos 50Hz originais. Após estudar um pouco o excelente livro de referência MSX BIOS que traz toda a listagem comentada da BIOS do MSX, descobri que o byte 002B é onde é feita a mágica para a MSX-BIOS.

Contudo, mudando apenas esse byte, não foi o suficiente, pois a subrom também interfere nessa seleção entre 50/60Hz. Pesquisei em diversos lugares, porém não achei documentação em onde alterar isso na subrom. Mas graças novamente aos magos da MSX.org, neste caso do user NYYRIKKI, consegui um hack feito por ele e que deixava a subrom em 60Hz por padrão e ainda dava a opção de com a tecla H pressionada no boot, entrar em 50Hz. Fiz o hack na própria subrom original e funcionou como uma luva!

Posteriormente, depois de ter tido todo esse trabalho para modificar a ROM original, acabei descobrindo um outro usuário que havia adaptado a BIOS do Sanyo Wavy70FD (MSX2+) para rodar no AX-370. Porém esta ROM tinha o “problema” de praticamente transformar o AX-370 em um micro japonês, com todos os caracteres e caracterísiticas próprias. Como eu já possuo um Sanyo Wavy70FD em minha coleção, acabaria sendo mais do mesmo, e ainda traria o problema dos caracteres japoneses. Usando a BIOS original do micro, que era uma BIOS internacional, a esmagadora maioria dos caracteres em português foram mantidos e praticamente todos os demos em português da época, rodam praticamente perfeitos. Desta ROM modificada, mantive alguns adendos que o autor havia incluso, como o FM BASIC, já que estava programado a montagem do circuito na placa (a seguir), o programa Teste RAM, que agora pode ser carregado diretamente da BIOS pelo comando CALL TESTR, e apropriadamente também já que o micro é egípcio, o jogo King’s Valley pelo comando CALL KVALL. A minha ROM customizada ficou então organizada como na figura abaixo.

ROM atual do AX-370

Deixo aqui então para quem quiser experimentar em seu próprio AX-370 a minha ROM modificada para download.

Video Composto em PAL-M

Outra coisa que incomodava era o video composto do micro vindo em PAL europeu. Infelizmente nenhuma das minhas TVs ou monitores atuais suportam PAL B/G. Esta modificação é a mais simples de todas bastando apenas trocar o cristal original 4.4336 (PAL), que fica ao lado do modulador MC1377, para o padrão nacional 3.5756 (PAL-M). Após a troca ligue o micro e ajuste o trimpot VR101.

Obs: Para quem quiser colocar em NTSC, como no Sanyo Wavy70, basta trocar o cristal pelo NTSC (3.5795) e adicionar um jumper na posição J1110 ao lado do pino 20 do 1377 de forma a aterrar o mesmo.

Montando o MSX-MUSIC

Como falado anteriormente, neste micro foram utilizadas as placas do Sanyo Wavy70FD e que vem de fábrica com o padrão MSX-MUSIC que usa o chip YM2413 (OPLL) da Yamaha para gerar sons no padrão FM. Para essa montagem me baseei no levantamento feito pelo saudoso amigo Fabio Belavenuto, que levantou o esquema da parte FM do Sanyo Wavy70FD, além disso também utilizei as modificações sugeridas pelo FRS em seu site para corrigir e melhorar a qualidade do audio. Vários componentes tem que ser instalados na placa e outros simplesmente trocados. Faça a instalação ou troca de componentes conforme a tabela abaixo.

Na sequência, instale um cabo de apenas uma via blindado (cabo de audio) entre os pontos A e B indicados na imagem abaixo. Parte interna do cabo vai nos pontos A e a blindagem, devidamente protegida, ligará os pontos B.

Para finalizar, vem a parte mais complicada desta instalação que será soldar um CI SMD 74LS30 ou 74HC30 na posição IC132 por baixo da placa. Sugiro o uso de lente com suporte para melhor visualização do componente na hora da soldagem.

Funilaria…

Para encerrar os reparos e modificações no AX-370, fiz um serviço de funilaria aqui em casa na placa de suporte dos drives, lixando e depois aplicando o primer da Colorgin em spray para poder proteger essa peça metálica. Também colei uma das torres de parafuso da tampa que havia se quebrado. Para isso foi utilizado algodão embebido em cola Tek Bond 793. Essa nunca mais quebra! (rs)

Conclusão

Agora é aproveitar este MSX “Kibe” devidamente regionalizado e que este tutorial possa ajudar aos que quiserem realizar essas modificações.

Abs,

Daniel

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Restauração da Interface Sharp HB-3600

Venho hoje trazer um pouco do que foi a restauração de um item que há vários anos, na verdade desde os anos 80, tive vontade de ter porém nunca havia aparecido a oportunidade.

Ainda nos áureos anos 80, via esta propaganda nas revistas e ficava literalmente babando.

História

Recentemente consegui adquirir uma unidade não funcional (parte da diversão estava aí) e ainda faltando a plaqueta frontal. O label do cartucho também estava em péssimo estado. Enfim, tudo pedia uma restauração completa. Vamos a ela!

O interessante desta interface de drive, feita pela EPCOM/Sharp para o MSX Hotbit, é que a parte lógica da interface é dividida em duas placas distintas. Um parte da interface fica dentro do cartucho e a outra parte fica dentro do case da unidade de alimentação (fonte).

Parte da interface localizada no cartucho.
Outra parte da interface que fica junto a fonte de alimentação.

Funcionamento

A interface estava realmente com problemas. Quando conectada ao MSX, o mesmo nem ligava.

Infelizmente, relacionado a esta interface, não existe disponível o esquemático ou mesmo manual de serviço. Seria difícil debugar qualquer problema sem isso. Porém, quando temos amigos que são mestres em itens de MSX (Né?! André Tavares), consegui a informação de que esta interface do Hotbit seria um clone da interface HBD-50 da Sony. Esta sim, havia um manual de serviço disponível.

Depois de analisar alguns componentes, acabei descobrindo um 7407 que estava em curto com o terra exatamente na linha que ele recebia o sinal de reset do MSX. Além disso, a EPROM não estava carregando corretamente. Trocado o TTL e regravada a ROM da interface em uma nova 27256 e, enfim, a interface voltou a vida.

Removendo e testando os componentes.

Restauração Estética

Como dito anteriormente, a unidade veio sem a plaqueta frontal original e também a etiqueta do cartucho que já estava se desfazendo.

Com relação a etiqueta, gerei uma foto nítida da mesma, e com a ajuda dos amigos do grupo de MSX, solicitaram a uma IA para refazer a mesma. O resultado ficou muito bom e só precisei ajustar as cores na hora da impressão.

A parte mais complicada seria refazer a plaqueta frontal original, em aço escovado. Para isso solicitei a ajuda do meu grande amigo Fabio Peixoto, que possui uma HB-3600 original, para que digitalizasse a plaqueta frontal. Com esse scan original, usado como máscara, refiz toda a frente usando o Photoshop. O resultado ficou excelente.

Agora a missão seria achar algum local que pudesse produzir essa plaqueta. Com a ajuda do meu grande amigo Luciano Scharf (que já havia feito no passado algumas badges para os Codimex lá em Florianópolis) solicitei o contato da Arte Máxima para cotar a confecção das plaquetas em aço escovado. Feito isso, duas semanas depois, recebi o resultado em casa. Ficou espetacular!

Drive HB-6000

Alguns anos atrás, já havia adquirido uma unidade solitária do drive HB-6000, original da Sharp. Como na época ainda não possuía a Interface, acabei apenas testando brevemente e como não funcionou de imediato, deixei em “safekeeping” com meu amigo André Tavares. Agora, com a interface em mãos, recuperei a unidade e após algumas ingrisias de drive velho e uma boa lubrificação. O mesmo retornou a vida!

Finalização

Chegou a hora de montar tudo, criar os disquetes originais para explorar o HB-DOS (MSX-DOS da Epcom) e o HB-MCP (O CP/M feito para utilização com a interface HB-3600 no Hotbit).

Aproveitei também para recuperar uma interface de 80 colunas da Sharp, e ligá-la, como na epóca, para poder carregar o CP/M em 80 colunas.

Conclusão

Mais um projeto de restauração concluído e mais um item que sempre quis ter na época! Espero que tenham gostado do conteúdo e até a próxima!

Abs,

Daniel

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Modificação RGB em TV Philco TP-1452N

Após um longo e tenebroso inverno para os posts aqui no AMX, venho agora trazer uma novidade (nem tanto assim) essencial para aqueles que estão assistindo os seus tão queridos monitores LG M1x21 morrerem por velhice. Não é novidade que muitos dos nossos monitores LCD estão morrendo devido a falha na tela LCD e outros componentes. Por vezes a solução é arranjar um outro monitor LG ou Samsung comuns, com a tela ainda em bom estado, e realizar a troca (sim, são compatíveis). Porém, a troca da tela por outra usada, é apenas uma medida paliativa, pois eventualmente essa tela também irá apresentar problemas em um futuro breve. Tendo isso em vista, começamos a ter que partir para outras soluções como, nesse caso, converter TVs de tubo modernas (e que se acham por preços convidativos) para aceitar o sinal RGB 15Khz de nossos micros 8 bits.

Agradecimentos

Primeiramente agradeço ao amigo André Tavares por ter me cedido a TV para a realização desta modificação e também ao amigo Gustavo Rybarczyk, por passar as dicas de como implementar o mod, já que ele havia realizado esta modificação e uma outra TV Philco, mas de modelo diferente.

Preparativos

Antes de começar, garanta que a sua TV Philco a ser modificada, seja a de modelo TP-1452N (14¨) (foto abaixo). Através do manual de serviço, fica a entender que essa modificação também pode ser realizada no modelo TP-2052N (20″) , pois o esquema é o mesmo para as duas TVs. Há outros modelos Philco, mais antigos, que esse mod também pode ser realizado, porém há que se verificar a possibilidade de acordo com o modelo.

Philco TP-1452N

Para este mod serão necessários fio para wirewrap longos (coloridos, se possível, para tornar mais clara a execução), uma chave liga/desl comum, 1 resistor de 10K ohms, 1 conector fêmea HD15 (VGA) e fita isolante. Como ferramentas, chave Philips para abrir a TV, chave de fenda grande com fio ligado a mesma para descarga do tubo (importante!), ferro de solda, solda e uma ferramenta de corte, tipo dremel, para abrir os recortes no gabinete da TV.

Execução

IMPORTANTE: Antes de sequer abrir a TV, garanta ter uma chave de fenda grande ou similar, ligada a um fio grosso, para a realização da descarga do tubo de imagem. O mesmo deve ser descarregado para se poder trabalhar com segurança na TV. Não vou entrar aqui nos detalhes de como fazer a descarga no tubo, mas deixo aqui o link de um ótimo video no youtube com essa demonstração. Não ignore esta ação pois há risco de choque elétrico grave.

Para começar, solte a TV da tomada elétrica e a desligue no botão liga/desl. Abra a TV pelo gabinete traseiro soltando os 4 parafusos philips principais e também o parafuso menor acima dos conectores RCA. Após soltar estes parafusos, puxe com cuidado a parte traseira do gabinete o suficiente para realizar a descarga do tubo conforme mostrado neste link.

Após a descarga do tubo, desconecte o plug do alto-falante da TV e remova completamente a tampa traseira com cuidado. Coloque uma proteção na mesa e deite a parte da frente do tubo na mesma e com cuidado, remova as travas da placa, nos trilhos do gabinete, e puxe a mesma para fora.

Removida a placa da TV e apoiada em uma caixa para melhor visualização.

Construa um conector VGA que será usado para ligar os sinais de entrada RGB na TV, para isso siga o diagrama abaixo. Não esqueça de conectar os pinos indicados no GND.

Soldar os fios no conector conforme demonstrado acima.
Exemplo do meu conector já devidamente pronto.

Após a confecção do conector, procure os seguinte pontos de conexão na placa conforme os diagramas e fotos abaixo.

Pontos de entrada do sinal RGB no CI TDA8841.
Para facilitar, procure os resistores mostrados e marque os mesmos com uma caneta marcadora para melhorar a visualização.
Com cuidado faça a solda nos pontos indicados nos resistores.
Solde o pino do SYNC (cinza) diretamente na entrada de video composto da TV. Aproveite para soldar também o GND (Preto).

Agora prepare a chave que fará a comutação entre modo “normal” e “modo RGB” na TV. Para isso, solde na chave um resistor de 10K em uma das pontas e depois um fio ligando a outra ponta do resistor e também outro fio ligando o outro terminal da chave. Siga o diagrama abaixo.

Esquema da chave para o modo RGB
Após confecção da chave, solde uma das pontas no pino 26 (F Blank) do CI TDA8841.
Procure o ponto +B9 (5v) e solde a outra ponta da chave no mesmo.
Após soldar todos os fios, alinhe os mesmos como indicado e prenda com fita isolante.

Realizado esses passos, chega a hora de testar. Coloque a TV novamente em posição normal, encaixe a placa nos trilhos e ligue a TV. Ligue uma fonte RGB no conector VGA (neste caso utilizei um dos meus MSX Hotbit e que já tem uma saída RGB 15Khz por um conector VGA).

Video demonstrando a primeira ligação da TV já em RGB.

Após realização dos testes e verificado o funcionamento, comece com os cortes na tampa traseira para colocar o conector VGA e a chave do modo RGB.

O conector VGA preferi colocar nessa posição, que não há obstrução interna nenhuma ali.
A chave do modo RGB, coloquei na lateral, que fica de mais fácil acesso.
Agora sim! Imagem TOP em RGB.

No final, basta remontar a TV, não esquecendo de reconectar o alto-falante interno.

Observações

  • A chave, quando desligada, retorna a TV para o modo normal de operação da entrada AV. Quando acionada passa para o modo RGB.
  • Esta TV funciona apenas em 60Hz. Então para equipamentos que funcionem em 50Hz, o RGB não funcionará.
  • Quando adquirir uma TV dessas, garanta de ter ou comprar o controle remoto dela, pois será necessário para acionar o modo AV para exibição do RGB. O controle também é necessário para entrar no modo de serviço de forma a ajustar a posição da tela ou demais configurações.
Modelo do controle remoto a ser utilizado.

Segue aqui o link para download do manual de serviço e esquemático desta TV.

Abs,

Daniel

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Cartucho “Vendedor Eletrônico” da EPCOM/Sharp

Esta semana recebi mais um item raro para a minha pequena coleção MSX, o cartucho “Vendedor Eletrônico” da EPCOM/Sharp, usado na época em revendas para divulgar os recursos do MSX Hotbit.

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Segue abaixo o link para o dump da ROM do cartucho.

Vendedor-Eletronico-EPCOM

Abs,
Daniel

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Instalando o Kit DDX 2.0 em um Hotbit

Pessoal,

Depois de um longo período sem publicar nada, estou de volta ao mundo MSX com um breve tutorial de como instalar o clássico Kit de transformação DDX 2.0 em um Hotbit.

Kit DDX2.0

 

História…

Como diria o mestre Tolkien, quando o mundo era jovem, eu, no alto dos meus 13 anos de idade lia as revistas sobre MSX da época e sonhava em algum dia conseguir instalar no meu Hotbit o famigerado kit de transformação para o padrão MSX2. Fabricado na época pela empresa Digital Design (entre outras) e que possibilitava um mundo novo de aplicações e, principalmente, jogos no MSX.

Nessa época, infelizmente, não tinha nem dinheiro para merenda na escola, o que dirá para compra de um kit desses. Enfim, o tempo passou e acabei migrando para a plataforma PC e o sonho foi deixado de lado. Quem diria que quase 30 anos depois eu veria este sonho realizado!

A oportunidade surgiu quando o meu grande amigo André Tavares iniciou a venda de alguns itens de sua coleção, incluindo este kit DDX. O micro que seria transformado não poderia ser outro senão o meu próprio Hotbit da época, que mantenho desde os anos 80.

Meu Hotbit se preparando para a longa e esperada transformação.

 

Fontes…

Antes de chover no molhado, informo que me baseei no excelente tutorial já existente no site MSXPro. Este meu tutorial não visa substituir o original, mas sim mostrar mais detalhes acerca da transformação específica no Hotbit, já que o original é um tutorial mais genérico para ser utilizado tanto no Expert como no Hotbit.

Agradeço também as dicas do André Tavares que me tirou várias dúvidas sobre a instalação em si.

Antes de começar…

Serão necessários, além da placa do kit DDX2.0, 2 cabos flat (um com um conector IDC de 20 pinos em uma das pontas, para conexão na placa DDX e outro com um conector de 7 pinos para a saída RGB), 1 soquete torneado de 28 pinos (para a conexão do piggyback da placa DDX), fita isolante, solda, ferro de solda, sugador, álcool isopropílico e um pano limpo. Caso seu kit tenha sido retirado de um Expert, como no caso do meu, serão necessários também gravador de EPROM e duas EPROMs, uma 27128 (ou 27c128) e uma 27256 (ou 27c256).

Alterações no kit…

Notem que este kit já veio instalado com um Super Capacitor (Supercap de 0.47F) para manter as configurações de relógio e video. Neste caso, necessitei removê-lo da parte de cima da placa e instalei o mesmo na parte de baixo da placa, onde o supercap não interfere no fechamento da tampa do Hotbit.

Outra mudança necessária no kit foi a substituição da ROM e SUBROM, já que este kit foi retirado de um Expert e tinha as ROMs específicas para o mesmo. Serão necessárias então duas EPROMs, uma 27128(ou 27C128) para a SUBROM e outra 27256(ou 27C256) para a ROM principal.

As ROMs específicas do Hotbit podem ser baixadas neste link no site MSXPro. O arquivo zip que será baixado, conterá a ROM e SUBROM. No arquivo referente a SUBROM notei que o mesmo é maior que o que caberia em uma 27128 e possui o tamanho compatível com uma 27256. Abrindo o mesmo em um editor hexadecimal, nota-se que a primeira metade do arquivo é espaço em branco. O que fiz foi remover esse espaço em branco e gravar o arquivo no tamanho correto para uma 27C128.

Instalação…

Primeiramente, começaremos o processo preparando a placa original do Hotbit para a instalação do kit. Como o kit é instalado em cima e bem rente a placa do Hotbit, devemos primeiro desobstruir quaisquer componentes na placa do Hotbit que possam interferir na colocação da placa do kit.

Primeiro passo, remover o conjunto de jumpers originais existente em P3 e soldar jumps fixos como mostrado na figura abaixo.

Jumpers originais removidos e instalados jumps fixos.

O ideal também é “deitar” todos os capacitores cerâmicos existentes na área que será abrangida pela placa do kit para que também não interfiram e facilitem a instalação da mesma. Notem como na foto acima o capacitor C17 já está devidamente deitado.

Próximo passo será remover a ROM, o VDP (TMS9128) e também as VRAMs originais.

ROM, VDP e VRAMs.

Antes de remover o VDP, será necessário primeiro descolar o dissipador que foi colocado preventivamente pela Sharp para ajudar na dissipação de calor. Com uma faca, chave de fenda, etc, force com cuidado a cola ressecada para remover a mesma. Tenha cuidado para no processo não encostar a ferramenta na placa ou no VDP e danificar os mesmos. Como a cola encontra-se já ressecada devido aos anos não será difícil descolar a mesma da placa.

Depois de removida a cola, basta remover o dissipador. Use álcool isopropílico e um pano para remover o excesso de pasta térmica do VDP.

Proceda a seguir com a desoldagem e remoção dos componentes citados acima. Faça com cuidado pois a placa do Hotbit não aguenta muita punição com o ferro de solda.

Placa já com ROM, VDP e VRAMs removidas.

Nesse ponto eu já havia instalado um soquete estampado no local da ROM original para testes de fixação da placa do kit (foto acima), porém o ideal é deixar instalado um soquete torneado (figura abaixo) para melhor fixação do kit e não correr o risco da placa se soltar no transporte do micro.

Soquete torneado 28 pinos

Soquete torneado 28 pinos

Placa com componentes já removidos e capacitores cerâmicos devidamente deitados.

Na foto acima pode-se notar que existem dois suportes de metal para ajudar na fixação do slot secundário do Hotbit na placa mãe. A parte superior destes suportes devem ser isoladas, para não causar nenhum curto na placa do kit, já que a mesma entra diretamente em contato com os ditos suportes. Na foto abaixo mostro os suportes já devidamente protegidos com fita isolante.

Suportes de metal já isolados.

Chegou a hora de testar a fixação mecânica do piggyback do kit em cima da placa do Hotbit e garantir que nada esteja encostando aonde não deve (foto abaixo).

Placa do kit já encaixada no Hotbit e tudo ok.

Caso seu kit não venha acompanhado dos cabos internos para conexão entre a placa do Hotbit e o kit, então os mesmos deverão ser confeccionados. Neste caso construa um rabicho com cerca de 30 cm usando um cabo flat de 20 vias e instale um conector IDC fêmea de 20 pinos em uma das pontas. Na outra extremidade do cabo, você irá soldar nos respectivos pontos conforme indicado na tabela abaixo:

CN1-DDX

Depois de ter visto a tabela acima você deve ter se perguntado: Ok. Ligar aos pinos do slot, mas QUAL slot ? Bom, o processo de instalação do kit fará que um dos slots físicos do micro venha a ser expandido no processo. Sendo assim, você deverá escolher qual dos slots será feita a instalação do kit, e consequentemente qual ficará expandido em definitivo. Lembre-se que depois de feita a instalação, se desejar utilizar um expansor de slots externo, terá que ser sempre conectado no slot que não foi expandido. Exemplo, se for utilizar um mini-expansor externo, igual ao expansor da ACVS, o mesmo só consegue ser fixado de forma adequada no slot 2 (lateral) do Hotbit, logo o mais apropriado seria expandir o slot 1 (superior). Agora, se você deseja utilizar um modelo de expansor que possua uma interface e cabo flat para ligação, como no caso do expansor DDX ou da Tecnobytes, tanto faz o slot que irá expandir, pois esses expansores não tem limitações físicas e podem ser ligados sem dificuldade em qualquer um dos slots. Minha escolha para este projeto, já que não devo utilizar nenhum expansor de slots neste Hotbit mesmo, foi a de expandir o slot 2 (lateral).

Outro detalhe importante é que a trilha que vai para o Pino 4 do Slot (/SLTSL) a ser expandido/instalado o kit, deverá ser cortada/interrompida, e o fio que vem do Pino 6 do conector IDC deverá ser ligado na parte da trilha que vai para o slot físico e o fio que vem do Pino 9 do Conector IDC deverá ser ligado na continuação da trilha do Pino 4 que vai internamente para o micro. Os demais pinos do conector IDC apenas interceptam os pinos do slot, vcc, terra e alguns pinos do VDP antigo, logo podem ser soldados diretamente nos pinos (por baixo da placa) ou, como no meu caso, ligados diretamente nas trilhas através das várias ilhas de passagem existentes logo após a saída do slot. Na foto abaixo mostro o exemplo de como ficou o meu micro após a ligação de todos os fios do flat.

Ligações do cabo de 20 vias a placa do Hotbit. Macarronada!

Foto de outra perspectiva.

Notem que na foto abaixo aproveitei a trilha larga que sai do capacitor de 470uF (azul) e que possui algumas ilhas perfeitas para ligar os pinos 14 e 15 do conector (fios branco e vermelho) e que levam os 5v para a placa DDX.

Detalhe da ligação dos 5v.

Placa DDX já encaixada na placa do Hotbit e com o conector já plugado a mesma.

 

Saída de video…

Como mencionei mais acima, este kit originalmente foi removido de um Expert e ao que parece as ligações para saída de video do kit (conector CN2) eram ligadas diretamente na analógica do Expert. No Hotbit, entretanto, parece que se usava uma placa extra (foto abaixo) fabricada também pela DDX para a saída de video e não se usava a placa analógica original do Hotbit. Logicamente esta placa extra não veio acompanhando o meu kit.

Placa analógica DDX para o Hotbit. (Foto por Fabio Ritter no Facebook)

Placa analógica DDX para o Hotbit. (Foto por Fabio Ritter no Facebook)

No meu caso o que fiz foi pegar os sinais RGB que saem da placa do kit no conector CN2 e jogar diretamente para um monitor que suporte RGB 15Khz (LG m1721a/m1921a, Samsung 510n/710n, etc.). Para isso utilizei o bom e velho circuito utilizando um LM1881 para normalizar o sinal de sincronia. Este circuito é de fácil confecção e já bastante conhecido do pessoal que usa MSX. Não vou entrar aqui no processo de montagem desse circuito, mas o mesmo pode ser encontrado na MSXPro neste link.

Abaixo reproduzo a pinagem correta do conector CN2 do kit para quem for montar o cabo para saída RGB. Atenção, pois a pinagem que aparece no esquema do kit que está disponível na MSXPro está incorreta com relação aos sinais de cor. Pensei que estava ficando maluco quando montava o cabo, pois a tela do MSX continuava aparecendo vermelha.

Pinagem correta do conector CN2

Pinagem correta do conector CN2

Foto aparecendo ainda em vermelho devido a “pegadinha” do esquema da placa DDX.

Agora sim! Depois de acertada as linhas de cor, azulzão padrão MSX! 😀

Como instalei internamente no Hotbit um adaptador com LM1881 que eu já tinha disponível em casa, acabei optando por instalar a saída para monitor RGB 15Khz diretamente na traseira do Hotbit e usando um conector HD15 (VGA) para facilitar a ligação nos monitores modernos que suportam 15Khz, como os LG e Samsung. A adaptação foi feita com a ajuda de uma Dremel.

Conector HD15 fêmea instalado diretamente na traseira do Hotbit.

Montagem final pronta!

Detalhe da montagem

Conclusão…

Tirando todo o trabalho envolvido (demorei um final de semana inteiro nesse projeto), foi bem divertido e recompensante já que no fim vi um sonho de criança ser realizado.

No mais o Hotbit agora está com imagem RGB excelente e rodando tudo de MSX2 que já empurrei nele até o momento. O único porém continua sendo a saída de som que ainda continua com os velhos chiados de processamento do Z80, mas isso sempre foi assim até onde consigo lembrar.

Enfim, mais um sonho de criança realizado!

Hotbit DDX2.0 pronto!

 

Para quem desejar ver as fotos do artigo em maior resolução, as mesmas podem ser encontradas neste álbum específico do Google.

Espero que tenham gostado do artigo e quaisquer comentários, dúvidas, sugestões, etc. podem postar aqui que terei o maior prazer em responder.

Abs,
Daniel

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Trocando “Reed Switches” em um teclado Digiponto

Pessoal,

Fiz este video-tutorial rápido em como preparar e realizar a troca de “reed switches” nos teclados Digiponto, muito utilizados nos equipamentos Codimex, Color 64, Unitron APII, etc.

 

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Entrevista: Claudio Richter

Pessoal,

Claudio Richter

Claudio Richter

Hoje trago um artigo diferente dos habituais na AMX Project. Desta vez venho com uma entrevista exclusiva com o projetista original do micro CD-6809 da Codimex, o Sr. Claudio José Richter. Para quem não conhece, o CD-6809 foi o primeiro micro da linha TRS-80 Color produzido no Brasil, especificamente em Porto Alegre-RS. Esse micro já foi protagonista em vários artigos deste blog no passado. O próprio Claudio ainda é possuidor de um dos protótipos originais da época.

Codimex CD-6809 pertencente ao Sr. Claudio Richter

Codimex CD-6809 pertencente ao entrevistado.

Além da entrevista, o Sr. Claudio nos presenteou com várias digitalizações dos esquemas do micro CD-6809 e acessórios produzidos na época.

Diagrama de Blocos do CD-6809

Diagrama de Blocos do CD-6809

Nota: Todo o material disponibilizado estará disponível para download no final deste artigo.

 

A entrevista:

Daniel Campos: Analisando o projeto do micro Codimex que foi apresentado a SEI na época, consta o seu nome como o projetista principal. Como foi a questão de ser chamado para trabalhar na Codimex? Poderia dissertar um pouco sobre esse histórico?

Claudio Richter: Na verdade, um amigo havia sido indicado para o cargo (Augusto Einsfeldt), mas tinha outros compromissos e citou meu nome. Foi uma grande oportunidade para um estudante de engenharia de 21 ou 22 anos. Eu já havia trabalhado em outros projetos, como uma CPU por hardware (toda com CIs TTL), e projetos com 8085.

 

DC: Antes de ingressar na Codimex, você já era familiar com a arquitetura da linha de micros TRS-80 Color da Tandy Radio Shack?

CR: Não. A arquitetura é mais da Motorola do que propriamente da Radio Shack, já que o CI gerenciador de memória (6883) e o de vídeo (6847) determinam em grande parte toda a estrutura. A originalidade está na estrutura de I/Os (6821), com o conversor D/A por resistores, a leitura de fita cassette, etc.

 

DC: Conte-nos um pouco de como foi projetar o micro CD-6809. Quais as dificuldades encontradas ?

CR: De fato não projetamos propriamente um micro (como, de resto, nenhum dos subseqüentes clones lançados por concorrentes). O que fizemos foi copiar um computador, o que, na época, já era um desafio razoável. É preciso levar em conta que não havia ferramentas de CAD. A placa impressa era feita em plástico poliéster com a colagem de fitas de diferentes larguras, para a confecção das trilhas (fitas Bishop). Todo o desenho era elaborado em escala 2:1 e depois reduzido fotograficamente. E não possuíamos o mínimo instrumental, nem mesmo um réles osciloscópio analógico. Até para programar as EPROMs tive de criar um programador (anexei algumas fotos).
O maior desafio era converter o sistema de cor, de NTSC para PAL-M. Além da freqüência distinta do cristal, é necessário inverter a fase do sinal de cor a cada linha.

Programador de EPROM feito na época para gravar as EPROMs para o CD-6809.

Programador feito na época para gravar as EPROMs para o CD-6809.

Esquemático da parte de geração de video do Codimex.

Esquemático da parte de geração de video do Codimex.

 

DC: Você ficou somente responsável pela parte do projeto ou “meteu a mão” na produção e montagem do micro também ?

CR: Montei apenas o protótipo (que está comigo até hoje). Neste a placa foi elaborada sem o solder resist e máscara de componentes para facilitar a depuração. Mas na montagem em série não me envolvi.

Interior do micro do Sr. Claudio, mostrando uma das placas protótipo originais.

Interior do micro do Sr. Claudio, mostrando uma das placas protótipo originais.

 

DC: Alguma lembrança de outro periférico ou equipamento que você tenha também projetado ou participado da elaboração ?

CR: Havia um conversor serial-paralelo para impressora que projetei integralmente. Note que o TRS-Color tinha apenas porta serial, e muitas impressoras da época usavam interface paralela. Encontrei documentação a respeito, como podes examinar nos anexos.

Esquema do Conversor Serial/Paralelo.

Esquema do Conversor Serial/Paralelo.

 

DC: Analisando friamente a placa do Codimex, notamos que ela se assemelha e muito com a placa de um TRS-80 Color Computer original. Pode nos confirmar se o micro foi baseado mesmo a partir de um micro da Tandy Radio Shack ou vocês possuiam algum manual técnico da Tandy ?

CR: Sim, foi adquirido um TRS-Color e, a partir dele, feito o Codimex.

 

DC: Recentemente analisei uma interface de disco que foi produzida pela Codimex e a mesma também se assemelha muito a uma interface de terceiros que foi feita nos EUA, teria alguma lembrança sobre isso?

CR: No caso da interface de disco não me envolvi diretamente com ela, mas acredito que tenha sido baseada em uma placa importada, como no caso do computador. O problema é a dependência do software. Caso se modificasse algum endereço ou configuração do hardware, muito provavelmente, o sistema operacional de disco deixaria de operar, acarretando um grande esforço para adaptá-lo ao novo hardware. Isso sem contar com os inúmeros programas em Assembler que usavam os recursos da máquina diretamente, e que ficariam incompatíveis. Se não me engano, quem assumiu a confecção da interface de disco foi outro amigo, Ricardo Dattelkremer.

Uma das interface de disco originais da Codimex e reformada por mim em um artigo anterior.

 

DC: Que outras curiosidades poderia nos contar sobre esse período que trabalhou na Codimex ?

CR: Foi uma época romântica (sim, o que pode ser mais romântico que passar todo o final de semana praticamente insone, a base de cafeína, até que o circuito funcione…). Obter um manual (datasheet) era um feito extraordinário, e os poucos que obtinhamos eram imediatamente replicados para os amigos. Pouquíssimas lojas trabalhavam com processadores e CIs de lógica (lembro da Digital, aqui em Porto Alegre). A maioria revendia peças para rádios e TVs.
Os circuitos eram montados em proto-boards e, com isso, havia um mercado para restos de cabos telefônicos. Mais de uma vez recolhi na rua pedaços que sobravam destes cabos com múltiplas vias, para fazer as conexões do proto-board. O instrumental era paupérrimo, muitas vezes não ultrapassava um multímetro analógico e uma ponteira lógica (feita em casa…).
Com a Codimex essa situação não alterou significativamente em termos de instrumental, mas o acesso a componentes foi muito facilitado. Também documentação técnica foi disponibilizada. Mas, na época, eu era ainda mais direcionado às questões técnicas do que sou hoje e, com isso, temo ter me envolvido pouco com os outros problemas da empresa.

Hoje lamento isso, embora análises do passado sejam pouco razoáveis (é como o analista de bolsa que sempre acerta quando as ações vão subir… depois que subiram…).
Quem realmente levou a empresa nas costas foi o Davi Menda, que entrevistaste. Lembro que ele fazia encontros aos sábados na Codimex para reunir aficionados, e nunca mediu esforços para alavancar a firma.

 

DC: Tem alguma opinião sobre a Reserva de Mercado que existiu na época e possibilitou a existência da Codimex e outras empresas ?

CR: A reserva de mercado, pelas minhas convicções atuais, não deveria existir, porque acredito que governos são como o rei Midas ao contrário, ou seja, todo ouro que tocam transformam em pó.
Qualquer dúvida vide Petrobrás, que lida com ouro negro e detém monopólio em um país continental. Assim mesmo, está em uma situação lastimável. Então, seria muito mais produtivo que nossos governantes se preocupassem em gerar condições favoráveis a um desenvolvimento técnico sustentável das empresas nacionais, em vez de criar entraves para a concorrência externa. O que nos torna incapazes de competir é o próprio Leviatã, que pretende nos proteger com leis e sanções à importação.
Cada empresa brasileira tem de lutar contra um mar de leis absurdas, impostos asfixiantes, infraestrutura patética (exceto, naturalmente, no que concerne a estádios de futebol), perda crescente de liberdade de ação, e burocracia digna de um país comunista. E a quem devemos todo este legado? Então, o que, na minha opinião, realmente necessitamos para nos desenvolvermos como nação é eliminar o poder onipresente do estado brasileiro, protegendo o cidadão e sua liberdade. Isso irá oxigenar o sistema, que naturalmente irá eliminar os parasitas e inúteis, aumentando nossa pífia produtividade para níveis comparáveis as outras nações.

 

DC: Qual a melhor lembrança que você guarda dessa época? E qual a pior ?

CR: A melhor lembrança é, com certeza, quando finalmente o circuito de conversão para PAL-M funcionou, gerando a cor vermelha, que insistia em aparecer verde.
A pior aconteceu na primeira sede da Codimex, na fase de confecção dos desenhos da placa impressa. Como citei, o desenho era feito com fita adesiva de diferentes larguras, para gerar as trilhas. As ilhas eram feitas por etiquetas de diferentes formatos, também coladas à folha de poliéster.
Eu estava em uma fase de finalização do desenho, e sempre deixava as folhas abertas sobre uma escrivaninha (não era aconselhável mantê-las enroladas, pois as fitas poderiam assumir a curvatura e se deslocar ao reabrir as folhas).
Imagine a surpresa ao chegar à empresa pela manhã, e encontrar literalmente uma poça d’água sobre meus preciosos desenhos… Havia chovido durante a noite e havia uma goteira no teto, exatamente sobre esta escrivaninha. Felizmente foi possível restaurar as áreas danificadas, mas o susto foi grande.

 

Espero que tenham apreciado esta entrevista exclusiva com o sr. Claudio Richter. Abaixo segue o link para download do material exclusivo que ele disponibilizou, contendo esquemáticos e desenhos da época.

Esquemas Codimex CD-6809

Abs,
Daniel

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Disk Drive e Interface Codimex para o CD-6809

Pessoal,

Hoje venho mais uma vez mostrar a restauração de um item raro da linha TRS Color nacional: a interface e drive originais fabricados pela Codimex, empresa do Rio Grande do Sul e pioneira na fabricação de micros da linha Color Computer no Brasil.

História:

Tudo começou quando meu amigo, o Professor Luis Fernando Garcia, resolveu me enviar de presente este item raro fabricado pela Codimex. Eu já conhecia essa raridade através de fotos já postadas nos grupos de retrocomputação, porém nunca tinha visto “ao vivo” um desses antes.

Depois de mais de um mês passeando pelas entranhas do Correio carioca, o pacote acabou  chegando as minhas mãos. Ufa!

Interface de disco da Codimex

Drive original Codimex

Tampa original da interface e com bastante ferrugem.

 

Restauração:

  • Interface:

Uma das partes mais importantes de qualquer restauração começa com a cópia de quaisquer dados armazenados no dispositivo, neste caso da ROM contendo o Disk BASIC original usado na interface e que veio gravado em uma EPROM 2764. Penei um pouco para extrair esses dados pois a EPROM estava bastante oxidada e apresentava mau contato quando plugada no meu gravador de EPROM. Necessitei plugar a mesma em um soquete torneado, para então enfim conseguir extrair seu conteúdo com sucesso. Para quem quiser experimentar em algum emulador, ou mesmo regravar em outra EPROM para uso em alguma interface, segue AQUI o arquivo para download.

Um detalhe importante sobre essa controladora, é que pelo design e disposição dos componentes na placa, a mesma é idêntica a controladora JFD-COCO fabricada na época pela J&M nos EUA.

Interface foi totalmente lavada e a EPROM removida para a extração do Disk Basic.

Depois da interface ter sido remontada com a EPROM e colocada no Codimex, foi plugar e funcionar.

 

  • Drive de Disco:

O drive estava bastante empoeirado internamente, a correia já não possuia mais tensão suficiente para tracionar o disquete e todo o conjunto estava funcionando mal, não sendo possível sequer formatar um disquete. Após a troca da correia por uma nova e uma completa limpeza e lubrificação interna, com óleo singer, o drive voltou a vida e a funcionar perfeitamente.

O drive original com bastante oxidação na parte exposta da grelha superior.

Bastante poeira na parte interna da fonte.

A correia original estava sem tensão suficiente e teria que ser substituída.

Aqui a fonte do drive já removida e totalmente limpa.

O modelo do drive é um TEAC FD-50A fabricado no Japão.

Aqui o drive já funcionando perfeitamente.

Disk Drive totalmente pronto e com a tampa repintada para combinar com a interface e o próprio Codimex.

 

  • Tampa da Interface:

O ponto mais crítico desta restauração seria sem dúvida a reforma da tampa da caixa da interface e que estava severamente comprometida por ferrugem.

Tampa da interface e com bastante ferrugem.

Após a remoção da camada de tinta “solta”, vejam o que estava escondido por baixo.

Aqui a tampa e peças do drive já completamente lixadas e prontas para a funilaria.

Além da oxidação, o pessoal na Codimex parece que copiou exatamente as mesmas medidas da caixa original da interface da J&M americana (que provavelmente serviu de base para esta), contudo algumas medidas na furação da tampa estavam incorretas e não permitiam o correto encaixe no micro. Necessitei então refazer a furação para “bater” certo com a caixa original. Os furos originais foram selados com massa plástica.

Tampa já com furação nova e os furos antigos foram vedados com massa plástica.

O maior desafio, contudo, tratava-se da transferência da serigrafia original que existia na tampa. Para isso realizei a digitalização da tampa e utilizando Photoshop, recriei todo o desenho sobre o original (overlay), inclusive utilizando as mesmas fontes usadas na época pela Codimex.

Resultado recriado no Photoshop da serigrafia original.

Modelo recriado no Photoshop através da serigrafia original.

A próxima ação seria arrumar uma forma de transferir esse novo desenho para a tampa. Após várias visitas em um gráfica próxima, não consegui sucesso transferindo a mesma para um Vinil, devido ao tamanho diminuto das letras.

Sem muita alternativa, resolvi apelar para a ajuda do amigo Victor Trucco e sua Laser CNC que fez o desenho em papel etiqueta comum. Assim já daria para colocar uma máscara por cima da tampa e pintar as letras e desenhos vazados.

Laser CNC desenhando em papel etiqueta a máscara final.

Detalhe do papel já devidamente “cortado” pelo Laser.

Bagunça em casa: pintando a tampa da interface na minha área de serviço.

Máscara já aplicada a tampa e devidamente isolada para a pintura.

Tampa já totalmente repintada e pronta!

Deu trabalho mas ficou bom!

Devidamente pronta para uso.

Já plugada no Codimex.

Devido ao peso da unidade, o pessoal da Codimex projetou essas pequenas abas de forma que a interface fique fixa no corpo do Codimex.

Aqui finalmente o conjunto todo completo e funcional.

 

Abaixo segue uma pequena demonstração da interface já completamente funcional. Quem desejar ver as demais fotos da restauração, segue aqui o link para o meu álbum no Picasa.

 

Espero que tenham apreciado o artigo e até a próxima!

Abs,
Daniel

 

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O início da era TRS Color no Brasil

Pessoal,

Acredito que este texto não traga novidade para ninguém já que é notícia velha, pois desde o ano passado estou devendo este artigo falando sobre o micro que deu origem a linha TRS Color no Brasil.

A história:

Pois bem, em meados de março de 2015 recebi uma mensagem do Sr. Davi Menda (Sócio-fundador da Codimex) informando que por motivos pessoais estaria se desfazendo do protótipo original do Codimex CD-6809 e que ele havia guardado desde a época do fechamento da empresa. Bem, eu mesmo já possuia um Codimex CD-6809 (mostrado neste artigo aqui), porém este não seria um Codimex qualquer mas sim o protótipo original do micro que deu origem a linha TRS Color no Brasil, o primeiro fabricado em nosso solo. Isso para mim, colecionador da linha TRS Color, seria uma peça histórica valiosíssima além de representar a “cereja do bolo” na minha coleção. Bom, como o Sr. Davi residia em Porto Alegre, solicitei ajuda do meu amigo Prof. Luis Fernando Fortes Garcia para pegar em mãos tão valioso item.

Prof. Luis Garcia recebendo o micro das mãos do Sr. Davi Menda

O protótipo do Codimex no estado em que chegou na minha casa.

Além do computador em si, o Sr. Davi também fez o favor de enviar TODO o material que ele possuia da época em que a Codimex ainda era ativa no mercado. Isso incluia recortes de jornal com propagandas da época, o projeto original do CD-6809 conforme foi apresentado a SEI durante sua homologação, boletins informativos da Codimex, folhetos promocionais, etc.

Nota de lançamento do micro no jornal Zero Hora em 1 de maio de 1983.

Anúncios de jornais da época.

Todos os Boletins informativos feitos pela Codimex na época.

Projeto encadernado que foi entregue para apreciação da Secretaria Especial de Informática (SEI).

Obs.: Todos os documentos enviados pelo Sr. Davi foram digitalizados por mim e estão disponíveis para download na seção “links úteis” no final deste artigo.

O estado:

Como já avisado previamente pelo Sr. Davi, o micro estava em um estado de conservação não muito bom devido a exposição a humidade onde o mesmo havia sido guardado nos últimos 30 anos.

Placa com bastante oxidação e vários componentes literalmente “podres”..

Todos os parafusos estavam muito oxidados e precisavam ser substituídos.

Diferentemente dos modelos de produção, o protótipo veio com uma placa para geração de video composto.

Um 74LS74 literalmente podre de ferrugem.

Teclado Digiponto já devidamente desmontado para o banho. 🙂

 

Reparo e restauração:

Tudo começa com o já tradicional banho no tanque de casa e com direito a muito sabão de coco. 😀

Aqui tudo já devidamente lavado.

Começando a restauração e olha o estado encaroçado do capacitor original.

Placa do protótipo e sem nenhuma marca de revisão, indicando que é a primeira mesmo.

Após a lavagem dá para ver o estado real de alguns componentes. Esse é o soquete do 74LS74 mostrado anteriormente.

Aqui o LS74 já substituído por um CI e soquete novos.

Aqui o VDG 6847 comido pela oxidação.

Soquete do 6847 também destruído por ferrugem.

Soquete já devidamente substituído por um novo.

As EPROMs originais estavam literamente se desfazendo. Tive que limar a lateral do CI com a Dremel para poder soldar esse pino aí. Pelo menos consegui com sucesso extrair a ROM original do micro. 🙂

Todos os capacitores da fonte trocados.

Remontada a placa AV e colocado novos cabos de audio e video pois os antigos estavam se desfazendo.

Trocada a chave liga/desl e a chave de seleção de tensão (110/220), pois ambas não funcionavam mais devido a oxidação.

A chave liga/desl original era um botão de pressão com dois estágios, porém não achei pra comprar em lugar nenhum do universo. Acabei colocando essa chave padrão.

Trocado também o botão de RESET e a chave de video reverso.

As EPROMs foram ambas trocadas, incluido seus soquetes.

As duas PIAs (6821) estavam com problemas e também tiveram que ser trocadas.

Um dos CIs de memória estava problemático e também troquei.

Trocado também os conectores DIN dos Joysticks que estavam cheios de oxidação.

Placa toda pronta e recuperada.

RISE FROM YOUR GRAVE!!!

Aqui já todo remontado e funcional.

Todos os componentes que foram substituídos no micro.

 

Conclusão:

Foi um grande prazer pessoal recuperar este item histórico da informática nacional e agradeço muitíssimo ao Sr. Davi por essa oportunidade.

O protótipo já foi devidamente apresentado ao grande público no último evento do Clube Color Rio que foi realizado no dia 11 de abril de 2015. Seguem algumas fotos do evento.

O protótipo (canto superior esquerdo) dividindo a mesa com outros ícones da linha TRS Color nacional.

Aqui o pessoal se acabando no Galagon jogando no protótipo. 😀

 

Links úteis:

Segue abaixo o meu álbum com todas as fotos do protótipo assim como todo o material que foi digitalizado. Um agradecimento especial ao amigo Leonardo Roman do site Datassete.org por manter e disponibilizar um espaço próprio para compartilhamento desse rico material!

UPDATE: Thanks to Paulo Garcia from our Facebook group, we had this article translated to English. It’s available on the link bellow.

The dawn of the CoCo clones in Brazil

Espero que tenham gostado do artigo e até a próxima.

Abs
Daniel

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